Em dias nos quais testemunhamos uma infindável profusão de seitas dentro do tronco protestante, em sua maioria classificáveis como pertencentes ao famigerado movimento neopentecostal, é imperativa uma teologia que se posicione como ato de resistência diante da flexibilização e até da extinção dos valores cristãos fundados nos princípios bíblicos. Não é privilégio exclusivo destas seitas, com ênfase na falsa teologia da prosperidade e na confissão da fé positiva, o avanço contumaz sobre estes princípios, até mesmo as igrejas históricas e tradicionais vem sendo invadidas pelo universalismo salvacionista e pelo teísmo aberto, desta forma, não há espaço para o conforto denominacional que se apoie na credibilidade de uma razão social ou de uma liderança reconhecida por sua destreza bíblica e doutrinal.
Todos os cristão precisam cavar poços em busca de águas profundas. A teologia é ferramenta para este trabalho, e, também, para o de cavar trincheiras. É necessário resistir a estes e outros "ventos de doutrina" que sopram para alvos distintos daqueles que tem o Mestre como objetivo. Seguir a Jesus de Nazaré é o único caminho, não há outra verdade, não há outra vida. Esta jornada nos trará para perto do projeto divino, renovará nossas esperanças e forças para combater o bom combate. Não podemos perder de vista a nossa vocação cristã que não é, apenas, de ficarmos confinados e entrincheirados em nossos muros institucionais, protegidos por nossa pretensiosa ortodoxia, somos chamados para anunciarmos o Reino, para propagar o Evangelho, este, também, é um ato de resistência.
Não estamos aqui para transformar o mundo em um paraíso na terra. Estamos aqui para fazer a diferença sendo diferentes, auxiliando as pessoas a ter um encontro com Cristo, encontro que buscamos todos os dias, até que Ele venha. Ele é a pedra que na visão de Daniel esmiuçará o monumento da impiedade do governo humano, não cabe aos cristãos estatuir, nesta dispensação, o governo de paz e justiça que Jesus inaugurará com a Igreja em sua segunda vinda, cabe-nos, apenas, anunciá-lo e criar o ambiente necessário para experimentá-lo em vislumbre, como o reflexo imperfeito de um espelho de bronze, até que conheçamos o Rei, da forma que somos conhecidos.
Há lugar para os pensadores cristãos atualmente? Por que se faz necessário o pensar? Não seria a fé a única faculdade capaz de conduzir o homem à salvação? Acredito que a filosofia e o pensamento humano devam ser exercitados para que não venhamos a ser adeptos de uma fé cega. Nosso fundamento está em Cristo e nas Escrituras. "Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo." 1º Coríntios 2:16
domingo, 8 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
A solidão vocacional
"Não fomos feitos para ficarmos sós"
De toda a criação, Deus reconheceu que apenas uma coisa não era boa: que o homem vivesse só. O ser humano é inescapavelmente um ser social e, por isso, toda exceção traz uma marca de sofrimento, inclusive naqueles que, voluntariamente, resolveram afastar-se do convívio em sociedade. Até mesmo estes, talvez, estivessem mais cansados do estilo de vida urbano e das relações sociais repletas de falsidade e interesses mesquinhos, daí uma fuga, até certo ponto, compreensível. É bem verdade que todos temos aspectos da vida em que precisamos experimentar a solidão. Jesus viveu esta solidão de maneira atroz, na cruz - "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?".
É preciso coragem, integridade e perseverança para atravessarmos os desertos da vida. Eles são necessários para o nosso amadurecimento, para o nosso crescimento espiritual. A solidão é um deserto. Por vezes desejamos apoio, aprovação, reconhecimento, afetos....é natural e não há nada de errado em ter tais necessidades. O convívio familiar, social e na comunidade religiosa deve prover esta necessidade. É um tremendo engano ou pura arrogância, defender que não precisamos do outro e que a decepção não seja uma verdade que pode deixar marcas profundas. Dizer simplesmente "seja você o exemplo do que você deseja pra si" ou ainda: "espelhe-se em Jesus Cristo e não nos outros que são pecadores" parece um lugar comum de fácil sugestão para eximir a nossa responsabilidade de cuidar do outro.
Mais uma vez preciso atacar o institucionalismo religioso. A agenda da instituição, por vezes, é tão sufocante que não permite a relação saudável entre as pessoas. Chamo de "relação saudável" aquele cuidado que podemos ter e que seja recíproco e não apenas uma espécie de balcão de atendimento religioso. O serviço cristão não pode ser profissional, no sentido formal, sob pena de criar um funcionalismo árido focado na atividade programática e não na necessidade das pessoas. É impossível vivermos sem a instituição, mas é imprescindível vencer seus muros, investir nas pessoas enquanto seres com necessidades de afeto e amparo espiritual e não, apenas, como clientes habituais.
Este é o cenário da nossa solidão vocacional. Somos chamados para sermos discípulos de Jesus Cristo, exercendo nossos ministérios, frutificando dons e cuidando dos outros, na parcimônia de quem, às vezes, não é cuidado. Passamos pelo deserto para aprendermos a depender totalmente de Deus. O ambiente é hostil, seco, praticamente sem vida, estamos sozinhos, não há em quem nos apoiarmos, mas é, exatamente, neste silêncio, onde somos provados, somos tentados a abandonar tudo pelo qual somos chamados, assim como nos sentimos abandonados, queremos abandonar, mas é aí onde podemos ouvir a voz de Deus que nos ampara amavelmente: "não temas! Eu sou contigo!".
Acredite, meu irmão, esta solidão vai acabar. Se não acabou ainda é por que resta lições para aprender. Sacrifique tua necessidade do outro com uma dedicação totalmente devotada a Deus e àqueles que te feriram. Este é o teu chamado!
De toda a criação, Deus reconheceu que apenas uma coisa não era boa: que o homem vivesse só. O ser humano é inescapavelmente um ser social e, por isso, toda exceção traz uma marca de sofrimento, inclusive naqueles que, voluntariamente, resolveram afastar-se do convívio em sociedade. Até mesmo estes, talvez, estivessem mais cansados do estilo de vida urbano e das relações sociais repletas de falsidade e interesses mesquinhos, daí uma fuga, até certo ponto, compreensível. É bem verdade que todos temos aspectos da vida em que precisamos experimentar a solidão. Jesus viveu esta solidão de maneira atroz, na cruz - "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?".
É preciso coragem, integridade e perseverança para atravessarmos os desertos da vida. Eles são necessários para o nosso amadurecimento, para o nosso crescimento espiritual. A solidão é um deserto. Por vezes desejamos apoio, aprovação, reconhecimento, afetos....é natural e não há nada de errado em ter tais necessidades. O convívio familiar, social e na comunidade religiosa deve prover esta necessidade. É um tremendo engano ou pura arrogância, defender que não precisamos do outro e que a decepção não seja uma verdade que pode deixar marcas profundas. Dizer simplesmente "seja você o exemplo do que você deseja pra si" ou ainda: "espelhe-se em Jesus Cristo e não nos outros que são pecadores" parece um lugar comum de fácil sugestão para eximir a nossa responsabilidade de cuidar do outro.
Mais uma vez preciso atacar o institucionalismo religioso. A agenda da instituição, por vezes, é tão sufocante que não permite a relação saudável entre as pessoas. Chamo de "relação saudável" aquele cuidado que podemos ter e que seja recíproco e não apenas uma espécie de balcão de atendimento religioso. O serviço cristão não pode ser profissional, no sentido formal, sob pena de criar um funcionalismo árido focado na atividade programática e não na necessidade das pessoas. É impossível vivermos sem a instituição, mas é imprescindível vencer seus muros, investir nas pessoas enquanto seres com necessidades de afeto e amparo espiritual e não, apenas, como clientes habituais.
Este é o cenário da nossa solidão vocacional. Somos chamados para sermos discípulos de Jesus Cristo, exercendo nossos ministérios, frutificando dons e cuidando dos outros, na parcimônia de quem, às vezes, não é cuidado. Passamos pelo deserto para aprendermos a depender totalmente de Deus. O ambiente é hostil, seco, praticamente sem vida, estamos sozinhos, não há em quem nos apoiarmos, mas é, exatamente, neste silêncio, onde somos provados, somos tentados a abandonar tudo pelo qual somos chamados, assim como nos sentimos abandonados, queremos abandonar, mas é aí onde podemos ouvir a voz de Deus que nos ampara amavelmente: "não temas! Eu sou contigo!".
Acredite, meu irmão, esta solidão vai acabar. Se não acabou ainda é por que resta lições para aprender. Sacrifique tua necessidade do outro com uma dedicação totalmente devotada a Deus e àqueles que te feriram. Este é o teu chamado!
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Quais os limites da teologia?
A teologia, enquanto ramo do conhecimento humano, é aquela que se propõe a delinear o amplo campo de significados acerca de Deus e de sua relação com o homem e o mundo. A relação primeira nasce com o ato divino da criação. Um Deus criador é o primeiro e mais fundamental aspecto a ser abordado pela teologia. A partir desta relação com a criação ocorrem todos os desdobramentos, com a reunião de diversos enunciados doutrinários que suportem as possíveis abordagens teológicas como tentativas humanas de descrever características deste ser Criador.
Quais são os limites desta teologia?
Os limites são estabelecidos pelo próprio Deus. Aprouve somente a ele se revelar. Desta forma, só podemos saber de Deus aquilo que Ele mesmo decidiu revelar, considerando, também, as limitações humanas da compreensão de um ser que transcende nossa própria realidade. Assim, é a mente humana que busca delinear este campo impossível, este misterium tremendum, este ser que, segundo Karl Barth, é 'totalmente outro'. Mas a teologia não subsiste sem um fundamento, sem um alicerce sobre o qual se constroi o edifício do conhecimento acerca de Deus. Este fundamento é a sua própria revelação: nas Escrituras Sagradas e na pessoa de Jesus Cristo. É bem verdade que Ele se nos revela,também, na natureza de tudo que foi criado (Rm 1: 20), inclusive no homem, sua imagem e semelhança.
Nesta viagem, temos muito para desbravar. A Bíblia é o nosso mapa e Jesus é o Norte - é ele quem nos direciona - já podemos singrar o oceano eterno de Deus. O teólogo é, dentre outras metáforas possíveis, um navegante. No entanto, esta navegação não deve permanecer à deriva dos princípios bíblicos, não podemos viver uma aventura teológica para satisfazer devaneios criativos, por mera vaidade intelectual ou mesmo para ostentar um alegado conhecimento especial sobre a espiritualidade, prática comum dos gnósticos e mercadores da fé. Por outro lado, vejo com certa desconfiança aqueles que se aferram em dogmas por pura tradição e não submetem suas crenças ao constante confronto com as Escrituras, evocando as lições declaradas na Palavra de Deus para este século.
O apreço à ortodoxia não deve, com isso, sufocar o frescor do pensamento criativo e da diversidade de dons, mas deve nos direcionar como bons despenseiros da multiforme graça de Deus já não inclinados conforme a concupiscência dos homens, mas segundo a vontade de Deus (1Pe 4: 1-10). Assim crescemos na graça e no conhecimento de Deus, como defensores da sã doutrina que não se deixam levar por ventos estranhos, modismos e subterfúgios de entretenimento religioso, transformando a verdade em injustiça, tornando mais "palatável" a mensagem bíblica que, por vezes, é dura, dolorosa e inconveniente como deve ser para corrigir e resgatar a mente humana do engano e das ilusões da vida.
Teologia que não seja cristocêntrica não passa de vã filosofia.
Prof. Leonardo Leite
Quais são os limites desta teologia?
Os limites são estabelecidos pelo próprio Deus. Aprouve somente a ele se revelar. Desta forma, só podemos saber de Deus aquilo que Ele mesmo decidiu revelar, considerando, também, as limitações humanas da compreensão de um ser que transcende nossa própria realidade. Assim, é a mente humana que busca delinear este campo impossível, este misterium tremendum, este ser que, segundo Karl Barth, é 'totalmente outro'. Mas a teologia não subsiste sem um fundamento, sem um alicerce sobre o qual se constroi o edifício do conhecimento acerca de Deus. Este fundamento é a sua própria revelação: nas Escrituras Sagradas e na pessoa de Jesus Cristo. É bem verdade que Ele se nos revela,também, na natureza de tudo que foi criado (Rm 1: 20), inclusive no homem, sua imagem e semelhança.
Nesta viagem, temos muito para desbravar. A Bíblia é o nosso mapa e Jesus é o Norte - é ele quem nos direciona - já podemos singrar o oceano eterno de Deus. O teólogo é, dentre outras metáforas possíveis, um navegante. No entanto, esta navegação não deve permanecer à deriva dos princípios bíblicos, não podemos viver uma aventura teológica para satisfazer devaneios criativos, por mera vaidade intelectual ou mesmo para ostentar um alegado conhecimento especial sobre a espiritualidade, prática comum dos gnósticos e mercadores da fé. Por outro lado, vejo com certa desconfiança aqueles que se aferram em dogmas por pura tradição e não submetem suas crenças ao constante confronto com as Escrituras, evocando as lições declaradas na Palavra de Deus para este século.
O apreço à ortodoxia não deve, com isso, sufocar o frescor do pensamento criativo e da diversidade de dons, mas deve nos direcionar como bons despenseiros da multiforme graça de Deus já não inclinados conforme a concupiscência dos homens, mas segundo a vontade de Deus (1Pe 4: 1-10). Assim crescemos na graça e no conhecimento de Deus, como defensores da sã doutrina que não se deixam levar por ventos estranhos, modismos e subterfúgios de entretenimento religioso, transformando a verdade em injustiça, tornando mais "palatável" a mensagem bíblica que, por vezes, é dura, dolorosa e inconveniente como deve ser para corrigir e resgatar a mente humana do engano e das ilusões da vida.
Teologia que não seja cristocêntrica não passa de vã filosofia.
Prof. Leonardo Leite
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Do eclesiasticismo
Kerigma <-> Koinonia <-> Ekklesia
A sistematização acima visa tão somente esclarecer um processo que se apresenta inicialmente em uma relação causal entre os termos e, muito provavelmente, uma coexistência, ou melhor, uma subsistência interdependentemente cíclica, sem nenhuma relação hierárquica que passa a transitar em todos os sentidos possíveis, dentro desta relação. Voltaremos a tratar, mais adiante, sobre este trinômio bíblico, mais especificamente, neotestamentário, que consiste na estrutura fundamental do cristianismo sobre a qual se organiza a religião institucionalizada.
A religião é, per si, um fenômeno institucional. No entanto, ela não se restringe ao âmbito meramente institucional, tendo em vista o seu teor profundamente doutrinal e sua vocação de fé. Destarte, é possível entender a religião como a institucionalização de uma crença comum e, ao mesmo tempo, lidarmos com o problema do institucionalismo religioso.
O que vem a ser este "institucionalismo"?
Ao meu ver, trata-se do que se observa quando a instituição torna-se o fim em si mesma e não, apenas, o meio através do qual as pessoas organizam-se, reúnem-se e realizam os propósitos desta instituição. O institucionalismo religioso é o deslocamento das prioridades fundamentais, a defesa tácita ou explícita da instituição religiosa mesmo em detrimento dos princípios sobre os quais ela foi instituída.
Poderíamos passar um longo tempo discorrendo sobre as formas que este institucionalismo tem se alastrado não apenas na igreja cristã mas em todos os segmentos da sociedade, por isso vivemos em uma época de quase total descrédito das instituições por que elas se deixaram depravar por esta tendência mesquinha e covarde de encastelarem-se em suas próprias paredes arruinadas, de romperem com suas vocações fundacionais, voltando-se exclusivamente para dentro de si mesmas, implodindo seus valores primordiais.
Voltemos aos termos que foram apresentados à guisa de introdução. 'Kerigma' é a mensagem, a anunciação, a provocação de toda revolução, no contexto bíblico, esta revolução não é política, nem social, mas reflete nestas e em todas as demais relações humanas posto que é uma revolução intimista, partindo de dentro para fora, uma transformação de ordem espiritual que reflete em todos os aspectos da vida. 'Koinonia' é a comunhão, a expressão relacional da conversão provocada pelo Evangelho anunciado, o convívio dos afetos compartilhados nesta nova dimensão social. 'Ekklesia' é a assembleia, a igreja, a reunião das pessoas em torno da sua figura central: O Cristo. A Igreja é a expressão coletiva da transformação individual, análoga do seu par veterotestamentário: 'povo de Israel'.
Como o institucionalismo religioso (eclesiasticismo) imiscui-se nestes três aspectos da vida cristã?
O Kerigma é distorcido, desviado ou até esquecido para dar lugar ao encantamento do discurso institucional. Percebe-se na militância do modelo político conservador, na ênfase moral sobre os costumes e na apologia, em todas as suas formas discretas ou disfarçadas, do "negócio religioso". A Koinonia passa a ser coberta com o verniz social, as pessoas tornam-se membros ocasionais de uma espécie de clube de afins. O convívio é árido, exclusivo e, por vezes, hostil. A Ekklesia é encastelada, confundida com o lugar, o espaço e não o conjunto ou a coletividade. A bandeira denominacional vira a identidade do cristão, a agenda dos líderes estabelecidos afugenta e sufoca novas e potenciais lideranças.
Hoje, este é o maior desafio da Igreja: ser cristão apesar dela. Identificar e combater o institucionalismo, sem esmiuçar as relações, sem alimentar dissensões, sem buscar o engrandecimento patrimonial em seus aspectos materiais, mas resgatar seus valores precípuos, estimulando a participação integral das pessoas, elegendo-as como prioridade absoluta e, assim, talvez, consigamos vencer o eclesiasticismo.
A sistematização acima visa tão somente esclarecer um processo que se apresenta inicialmente em uma relação causal entre os termos e, muito provavelmente, uma coexistência, ou melhor, uma subsistência interdependentemente cíclica, sem nenhuma relação hierárquica que passa a transitar em todos os sentidos possíveis, dentro desta relação. Voltaremos a tratar, mais adiante, sobre este trinômio bíblico, mais especificamente, neotestamentário, que consiste na estrutura fundamental do cristianismo sobre a qual se organiza a religião institucionalizada.
A religião é, per si, um fenômeno institucional. No entanto, ela não se restringe ao âmbito meramente institucional, tendo em vista o seu teor profundamente doutrinal e sua vocação de fé. Destarte, é possível entender a religião como a institucionalização de uma crença comum e, ao mesmo tempo, lidarmos com o problema do institucionalismo religioso.
O que vem a ser este "institucionalismo"?
Ao meu ver, trata-se do que se observa quando a instituição torna-se o fim em si mesma e não, apenas, o meio através do qual as pessoas organizam-se, reúnem-se e realizam os propósitos desta instituição. O institucionalismo religioso é o deslocamento das prioridades fundamentais, a defesa tácita ou explícita da instituição religiosa mesmo em detrimento dos princípios sobre os quais ela foi instituída.
Poderíamos passar um longo tempo discorrendo sobre as formas que este institucionalismo tem se alastrado não apenas na igreja cristã mas em todos os segmentos da sociedade, por isso vivemos em uma época de quase total descrédito das instituições por que elas se deixaram depravar por esta tendência mesquinha e covarde de encastelarem-se em suas próprias paredes arruinadas, de romperem com suas vocações fundacionais, voltando-se exclusivamente para dentro de si mesmas, implodindo seus valores primordiais.
Voltemos aos termos que foram apresentados à guisa de introdução. 'Kerigma' é a mensagem, a anunciação, a provocação de toda revolução, no contexto bíblico, esta revolução não é política, nem social, mas reflete nestas e em todas as demais relações humanas posto que é uma revolução intimista, partindo de dentro para fora, uma transformação de ordem espiritual que reflete em todos os aspectos da vida. 'Koinonia' é a comunhão, a expressão relacional da conversão provocada pelo Evangelho anunciado, o convívio dos afetos compartilhados nesta nova dimensão social. 'Ekklesia' é a assembleia, a igreja, a reunião das pessoas em torno da sua figura central: O Cristo. A Igreja é a expressão coletiva da transformação individual, análoga do seu par veterotestamentário: 'povo de Israel'.
Como o institucionalismo religioso (eclesiasticismo) imiscui-se nestes três aspectos da vida cristã?
O Kerigma é distorcido, desviado ou até esquecido para dar lugar ao encantamento do discurso institucional. Percebe-se na militância do modelo político conservador, na ênfase moral sobre os costumes e na apologia, em todas as suas formas discretas ou disfarçadas, do "negócio religioso". A Koinonia passa a ser coberta com o verniz social, as pessoas tornam-se membros ocasionais de uma espécie de clube de afins. O convívio é árido, exclusivo e, por vezes, hostil. A Ekklesia é encastelada, confundida com o lugar, o espaço e não o conjunto ou a coletividade. A bandeira denominacional vira a identidade do cristão, a agenda dos líderes estabelecidos afugenta e sufoca novas e potenciais lideranças.
Hoje, este é o maior desafio da Igreja: ser cristão apesar dela. Identificar e combater o institucionalismo, sem esmiuçar as relações, sem alimentar dissensões, sem buscar o engrandecimento patrimonial em seus aspectos materiais, mas resgatar seus valores precípuos, estimulando a participação integral das pessoas, elegendo-as como prioridade absoluta e, assim, talvez, consigamos vencer o eclesiasticismo.
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
A Verdade contra o Relativismo
Em tempos nos quais o relativismo cultural permeia todas as relações humanas, em um mundo pós-moderno, falar em verdade soa ameaçadoramente dogmático e intolerante. O cristianismo, enquanto religião exclusivista e fundamentada na autoridade revelada na Bíblia, opera em acinte aos ideais relativistas que preconizam não haver "uma verdade" ou "A Verdade", mas todas as expressões de religiosidade são válidas e úteis para conduzir o indivíduo à sua paz interior, "todos os caminhos levam a Deus". A sedução deste discurso está configurada pela filosofia humanista que não economiza esforços na dissolução dos conflitos em nome do convívio pacífico e harmonioso entre as pessoas como paradigma para a evolução humana. Temos que admitir, é tentador engajar-se nesta luta pela paz. Mas, que tipo de paz é essa? Uma paz que em nome da diversidade institua-se o pluralismo religioso? Uma paz que negue totalmente a identidade que distingue os diversos sistemas de crenças sobre os quais erigimos nossos valores e, em última instância, nosso próprio caráter? Não! Esta paz fabricada pelo alijamento ideológico e pela planificação das relações humanas acaba por encobrir e anestesiar a expressão individual da fé que aglutina pessoas em torno de suas vivências espirituais.
Interessante notar que a lógica intrínseca do relativismo é disfuncional, contraditória em si mesmo quando afirma: "tudo é relativo!". Ora, se tal frase fosse verdadeira ela mesma deveria ser considerada relativa e, portanto, incompatível com o próprio enunciado tendo em vista que lança mão de uma fraseologia absoluta. Para negar o absolutismo argumenta-se de forma absoluta. Este paradoxo, para quem o defende desta forma, acaba acenando para uma realidade incontestável: de que há um absoluto. A própria linguagem dá testemunho disto. A razão humana não consegue negar, indefinidamente, que haja verdades, leis e fatos sobre os quais a argumentação oposta seja inválida ou mesmo que duas oposições antagônicas sejam impossíveis de serem compatibilizadas por serem opostas e, por isso, excludentes.
Interessante notar que a lógica intrínseca do relativismo é disfuncional, contraditória em si mesmo quando afirma: "tudo é relativo!". Ora, se tal frase fosse verdadeira ela mesma deveria ser considerada relativa e, portanto, incompatível com o próprio enunciado tendo em vista que lança mão de uma fraseologia absoluta. Para negar o absolutismo argumenta-se de forma absoluta. Este paradoxo, para quem o defende desta forma, acaba acenando para uma realidade incontestável: de que há um absoluto. A própria linguagem dá testemunho disto. A razão humana não consegue negar, indefinidamente, que haja verdades, leis e fatos sobre os quais a argumentação oposta seja inválida ou mesmo que duas oposições antagônicas sejam impossíveis de serem compatibilizadas por serem opostas e, por isso, excludentes.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Doce e Amargo
"E tomei o livrinho da mão do anjo, e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo."
Apocalipse 10. 10
Sempre que deparo com esse texto fico deslumbrado com a sabedoria divina. Como ela nos guia nas mais singelas veredas e por meio dos mais duros paradoxos. A mensagem neotestamentária é repleta de propostas desconcertantes para a lógica humana. Não é inerente ao nosso raciocínio pragmático "amar os nossos inimigos", ou "oferecer a outra face", esta atitude de amor é sempre motivada pela ação transformadora do Espírito Santo na vida do cristão verdadeiro.
Como compreender que algo possa ser doce e amargo ao mesmo tempo? Do que estamos falando aqui, ou melhor, do que trata o texto bíblico em epígrafe? O "livrinho" não é senão a pequena e grandiosa revelação de Deus para a humanidade, a coleção de textos que a Igreja, ao longo dos séculos, preservou em reconhecimento da inegável inspiração divina destes escritos. Da compreensão das Sagradas Escrituras depende a constatação de que a mesma Palavra que nos garante salvação pode se desdobrar em condenação. Daí o duplo aspecto da revelação divina, repleta de bençãos, mas permeada de maldições. Não há nenhuma contradição, não em Deus. Deus é perfeito e perfeitamente santo, por isso ele ama o pecador, mas aborrece o pecado.
Vale lembrar que não há condenação para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8.1).
Aqueles que se lançam no desafio de prescrutar os tesouros da sabedoria divina descobrem que alimentar-se da Palavra de Deus é algo deliciosamente prazeroso, no entanto, requer-se do estudioso da Bíblia que ele esteja preparado para uma congestão. Isso mesmo, leitor! Não precisaria repetir se a advertência não fosse necessária: Quem come do livro sagrado não deve se contentar apenas com a sua doçura, mas tem que estar preparado para alguma indisposição estomacal. Precisamos aprender a digerir os profundos ensinamentos bíblicos, amadurecendo na fé, crescendo em espírito para substituirmos, aos poucos, o leite brando pelo mantimento mais sólido (cf. Hb 5.12,13).
No Antigo Testamento temos o profeta Ezequiel que assim como o Apóstolo João come um livro "doce como o mel", a diferença é que no caso da narrativa do Novo Testamento seguem-se, imediatamente, outras revelações acerca do fim, já o profeta veterotestamentário, tão logo termina de comer, vai iniciar o seu ministério. Ele precisava "comer" para que pudesse "vomitar" as palavras que o Senhor lhe dera (Ez 3.1-4). "Comer" na concepção exegética de ambos os textos se encerra no sentido de assimilar, transformar algo externo a si mesmo em algo que passa a constituir nossa própria essência. Quando nos alimentamos da Palavra, ela passa a fazer parte de nós.
Assim como a Palavra pode ser tão doce como amarga, da mesma forma é a nossa vida. Nascemos sem nenhuma garantia de prazer incessante ou privação de qualquer tipo de dor, pelo contrário, já nascemos em meio a muita dor. A mãe sofre dores indescritíveis e o bebê, um desconforto desconhecido e inimaginável. À medida que crescemos as dores se agravam. Passamos por perdas irreparáveis, mágoas profundas e tristezas inconsoláveis. Tudo isso pela herança pecaminosa cuja a nossa humanidade ainda está fadada. Como é amarga a morte, mas como é doce a vida! Sabemos que a morte será tragada na vitória (1 Co 15.54,55) e que as angústias do tempo presente não servem para comparar com a glória futura que haveremos de experimentar (Rm 8.18).
Nossa confiança deve estar sempre depositada em nosso Deus. Ele não nos decepciona, mesmo que, às vezes, fiquemos confusos quanto a nossa relação com seus soberanos preceitos. Estamos convictos que ele sempre fará o melhor pelos seus eleitos.
"Oh quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces que o mel à minha boca"
Salmo 119.103
Pela Graça e Conhecimento de Nosso Senhor Jesus
Leonardo Leite
Apocalipse 10. 10
Sempre que deparo com esse texto fico deslumbrado com a sabedoria divina. Como ela nos guia nas mais singelas veredas e por meio dos mais duros paradoxos. A mensagem neotestamentária é repleta de propostas desconcertantes para a lógica humana. Não é inerente ao nosso raciocínio pragmático "amar os nossos inimigos", ou "oferecer a outra face", esta atitude de amor é sempre motivada pela ação transformadora do Espírito Santo na vida do cristão verdadeiro.
Como compreender que algo possa ser doce e amargo ao mesmo tempo? Do que estamos falando aqui, ou melhor, do que trata o texto bíblico em epígrafe? O "livrinho" não é senão a pequena e grandiosa revelação de Deus para a humanidade, a coleção de textos que a Igreja, ao longo dos séculos, preservou em reconhecimento da inegável inspiração divina destes escritos. Da compreensão das Sagradas Escrituras depende a constatação de que a mesma Palavra que nos garante salvação pode se desdobrar em condenação. Daí o duplo aspecto da revelação divina, repleta de bençãos, mas permeada de maldições. Não há nenhuma contradição, não em Deus. Deus é perfeito e perfeitamente santo, por isso ele ama o pecador, mas aborrece o pecado.
Vale lembrar que não há condenação para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8.1).
Aqueles que se lançam no desafio de prescrutar os tesouros da sabedoria divina descobrem que alimentar-se da Palavra de Deus é algo deliciosamente prazeroso, no entanto, requer-se do estudioso da Bíblia que ele esteja preparado para uma congestão. Isso mesmo, leitor! Não precisaria repetir se a advertência não fosse necessária: Quem come do livro sagrado não deve se contentar apenas com a sua doçura, mas tem que estar preparado para alguma indisposição estomacal. Precisamos aprender a digerir os profundos ensinamentos bíblicos, amadurecendo na fé, crescendo em espírito para substituirmos, aos poucos, o leite brando pelo mantimento mais sólido (cf. Hb 5.12,13).
No Antigo Testamento temos o profeta Ezequiel que assim como o Apóstolo João come um livro "doce como o mel", a diferença é que no caso da narrativa do Novo Testamento seguem-se, imediatamente, outras revelações acerca do fim, já o profeta veterotestamentário, tão logo termina de comer, vai iniciar o seu ministério. Ele precisava "comer" para que pudesse "vomitar" as palavras que o Senhor lhe dera (Ez 3.1-4). "Comer" na concepção exegética de ambos os textos se encerra no sentido de assimilar, transformar algo externo a si mesmo em algo que passa a constituir nossa própria essência. Quando nos alimentamos da Palavra, ela passa a fazer parte de nós.
Assim como a Palavra pode ser tão doce como amarga, da mesma forma é a nossa vida. Nascemos sem nenhuma garantia de prazer incessante ou privação de qualquer tipo de dor, pelo contrário, já nascemos em meio a muita dor. A mãe sofre dores indescritíveis e o bebê, um desconforto desconhecido e inimaginável. À medida que crescemos as dores se agravam. Passamos por perdas irreparáveis, mágoas profundas e tristezas inconsoláveis. Tudo isso pela herança pecaminosa cuja a nossa humanidade ainda está fadada. Como é amarga a morte, mas como é doce a vida! Sabemos que a morte será tragada na vitória (1 Co 15.54,55) e que as angústias do tempo presente não servem para comparar com a glória futura que haveremos de experimentar (Rm 8.18).
Nossa confiança deve estar sempre depositada em nosso Deus. Ele não nos decepciona, mesmo que, às vezes, fiquemos confusos quanto a nossa relação com seus soberanos preceitos. Estamos convictos que ele sempre fará o melhor pelos seus eleitos.
"Oh quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces que o mel à minha boca"
Salmo 119.103
Pela Graça e Conhecimento de Nosso Senhor Jesus
Leonardo Leite
terça-feira, 20 de maio de 2008
Extintor de Incêndio Pentecostal
Como funciona um extintor de incêndio? Primeiro, vamos entender como funciona o incêndio propriamente dito: Para algo queimar, fazem-se necessárias três condições essenciais: 1) Este algo deve ser um combustível, uma substância inflamável (ex. madeira, gasolina, álcool plásticos derivados do petróleo e etc); 2) Deve haver uma quantidade mínima de gás oxigênio. Cerca de 23% do ar que respiramos é constituído por esse gás. Ele é chamado de comburente da reação de queima, sem o oxigênio não pode haver fogo; 3) Calor. Este é o componente de ignição. O calor é responsável por fornecer a energia necessária para que a reação de combustão seja iniciada e a partir daí os demais fatores se encarregam espontaneamente de manter o fogo que é o resultado da queima do combustível pelo comburente com a liberação de mais calor. O extintor de incêndio é projetado para reduzir ou eliminar uma ou mais destas três condições, ou seja, para extinguirmos um incêndio, precisamos remover o combustível, suprimir o comburente ou refrigerar o local onde está ocorrendo o mesmo. Os extintores de incêndio mais comuns são preenchidos com uma mistura pressurizada de água, espuma e pó químico - ou gás carbônico. Água para refrigerar, espuma para reduzir a condição inflamável do combustível, o pó químico e o CO2 servem para "abafar" o ambiente privando o local de oxigênio sem o qual a combustão não é possível.
De uma forma geral, compreendemos como funciona o incêndio e um extintor de incêndio. Entendemos como a física e a química nos auxiliam ao fornecer as explicações necessárias desse fenômeno natural que pode ser facilmente reproduzido pelo homem. A esta altura você deve estar se perguntando: Onde queres chegar? Poderemos fazer uma analogia, tão mecânica assim, acerca do "Fogo Pentecostal"? Não quero ofender o bom senso, sabemos que o movimento pentecostal não deve ser comparado com um incêndio destruidor! Ainda assim, arrisco-me a encontrar semelhanças interessantes quando tratamos sobre a questão, de forma excêntrica, como pode ser considerado por alguém, mas prossigamos:
Neste "Fogo Pentecostal" haveria um combustível? Quem queima? Quem se aquece com a manifestação deste fenômeno religioso? As pessoas, você concluirá. São elas que são movidas, agitadas, perturbadas e agraciadas com este "fogo". Alguém pode achar imprópria esta comparação, aludindo que o fogo destrói, consome e devasta. Essa idéia é incompleta, o fogo também purifica, forja e aquece. O ourives utiliza o fogo para obter uma porção mais pura de ouro. O metalúrgico forja vergalhões e barras, arames e pregos e, todo o tipo de produto obtido a partir de variados metais. O fogo aquece o lar, cozinha os alimentos e ilumina o ambiente. Então, o fogo pode ser muito bom, dependendo da forma como é utilizado. O fogo é tão importante que existe na mitologia grega a história de Prometeu, um homem que roubou o fogo dos deuses do Olimpo e o entregou a humanidade. Do profano ao sagrado, vemos, na Bíblia, a atenção especial que os sacerdotes dispensavam para a manutenção do fogo que ardia constantemente no altar de holocaustos, no candelabro e no altar de incenso. A preocupação dos sacerdotes era justificada por obediência ao estatuto divino e principalmente por que aquele fogo era proveniente de Deus (Lv 6. 13). O fogo está associado ao juízo divino (Gn 19. 24; Js 7. 15; 2 Rs 1. 12), entretanto a sua característica representativa da presença de Deus e sua aprovação é a mais marcante nas Escrituras (Gn 15. 17; Ex 3. 2; 13. 20; 24. 17; 2 Cr 7. 1; Mt 3. 11; 2 Ts 1. 7).
Se as pessoas são como o combustível deste "Fogo Pentecostal", elas não devem ser pessoas comuns, elas fazem parte de algo maior, fazem parte do corpo místico de Cristo, da Igreja. Então os membros desta Igreja estão fundamentados na Palavra de Deus e tem em Jesus Cristo a sua Pedra Angular. A origem deste termo "pentecostal" vem da ocasião quando os apóstolos com cerca de cento e vinte pessoas estavam reunidos em Jerusalém onde comemorava-se o Pentecostes (festa relacionada a colheitas e era celebrada sete semanas após a Páscoa - principal festa judáica) e sobreveio sobre aquelas pessoas o cumprimento do oráculo divino profetizado por Joel: "Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne..."(Joel 2. 28) Em seguida foram vistas sobre aqueles irmãos "línguas repartidas como que de fogo" (Atos 2. 3). Essa era a promessa do Consolador que nosso Senhor enviaria da parte de Deus após sua ascenção para o Pai (Atos 1. 4, 5). Este fogo proveniente de Deus é a chama do verdadeiro avivamento, nunca dissociado da Verdade da Palavra de Deus e que aquece as vidas dos salvos em Cristo. Não podemos ignorar esta verdade.
E quanto ao comburente? Se o ar saturado de oxigênio é o que proporciona o processo de combustão, qual será o comburente da chama do pentecostalismo? O principal agente, sem o qual não poderá haver fogo pentecostal e, nenhum fogo da parte de Deus, é O Espírito Santo. Não é a toa que o apóstolo Paulo afirma: "Não extingais o Espírito" (1 Tessalonicenses 5. 19). O verbo usado por Paulo está no original grego que podemos transliterar como "sbennumi" que significa "extinguir" fogo ou coisa em chama, também aplicado no sentido figurado, como na passagem citada que implica em uma exortação para que a Igreja não impeça, ou embarace a ação do Espírito Santo. Então Paulo parece ter sido o primeiro a usar uma analogia semelhante a que estamos usando aqui. Não devemos sonegar ao Espírito Santo o espaço para que ele atue livremente em nossas vidas.
A terceira condição, como foi dito no princípio, é o calor. Feno e ar não entram em combustão espontaneamente, faz-se necessário um fator de ignição, uma breve faísca que seja, alguém precisa ter a iniciativa de "tocar fogo". Essa iniciativa provém de Deus, ele foi quem enviou fogo do céu para o tabernáculo, ele enviou o fogo do pentecostes sobre aqueles que estavam reunidos aguardando a promessa de Jesus. E agora? O fogo já está entre nós? Somos capazes de crer na atualidade dos Dons do Espírito? Ora, a Bíblia é muito clara quando da profecia que encontramos no Livro de Joel "E acontecerá que depois derramarei o meu Espírito..." Depois de quê? Depois da vinda do messias e depois que ele for ascendido ao Céu. A profecia é "atualizada" pelo Apóstolo Pedro quando ele diz "E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne..." (Atos 2. 17). Bem se os dias de Pedro, há dois mil anos, eram os "últimos dias" que razão eu tenho para crer que os dias de hoje não seriam "últimos" também? Precisamos crer, atiçar as brasas e chamuscar nossas vidas neste fogo divino.
E o extintor? Pensaram que eu tivesse esquecido? Não. Deixei para o final, para que repercutisse em nossas mentes a advertência acerca do "Extintor de Incêndio Pentecostal". Ele funciona da mesma maneira como o extintor de incêndio comum, com seus materiais que visam atacar o combustível, o comburente e o calor. O combustível que comparamos com o corpo de membros da Igreja, que conhecem a Palavra de Deus e sabem que o verdadeiro fogo pentecostal vem de Deus. O comburente que é a ação livre do Espírito Santo. O calor o qual consiste na convicção da atualidade dos Dons do Espírito. Surge, então o extintor que é composto de ignorância acerca da natureza deste "fogo espiritual", negligência em buscar a ação do Espírito Santo e incredulidade acerca da atualidade das manifestações do Espírito.
"Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus." (Colossences 3. 1)
Pela Graça e Conhecimento do Senhor Jesus
Ir. Leonardo Leite
De uma forma geral, compreendemos como funciona o incêndio e um extintor de incêndio. Entendemos como a física e a química nos auxiliam ao fornecer as explicações necessárias desse fenômeno natural que pode ser facilmente reproduzido pelo homem. A esta altura você deve estar se perguntando: Onde queres chegar? Poderemos fazer uma analogia, tão mecânica assim, acerca do "Fogo Pentecostal"? Não quero ofender o bom senso, sabemos que o movimento pentecostal não deve ser comparado com um incêndio destruidor! Ainda assim, arrisco-me a encontrar semelhanças interessantes quando tratamos sobre a questão, de forma excêntrica, como pode ser considerado por alguém, mas prossigamos:
Neste "Fogo Pentecostal" haveria um combustível? Quem queima? Quem se aquece com a manifestação deste fenômeno religioso? As pessoas, você concluirá. São elas que são movidas, agitadas, perturbadas e agraciadas com este "fogo". Alguém pode achar imprópria esta comparação, aludindo que o fogo destrói, consome e devasta. Essa idéia é incompleta, o fogo também purifica, forja e aquece. O ourives utiliza o fogo para obter uma porção mais pura de ouro. O metalúrgico forja vergalhões e barras, arames e pregos e, todo o tipo de produto obtido a partir de variados metais. O fogo aquece o lar, cozinha os alimentos e ilumina o ambiente. Então, o fogo pode ser muito bom, dependendo da forma como é utilizado. O fogo é tão importante que existe na mitologia grega a história de Prometeu, um homem que roubou o fogo dos deuses do Olimpo e o entregou a humanidade. Do profano ao sagrado, vemos, na Bíblia, a atenção especial que os sacerdotes dispensavam para a manutenção do fogo que ardia constantemente no altar de holocaustos, no candelabro e no altar de incenso. A preocupação dos sacerdotes era justificada por obediência ao estatuto divino e principalmente por que aquele fogo era proveniente de Deus (Lv 6. 13). O fogo está associado ao juízo divino (Gn 19. 24; Js 7. 15; 2 Rs 1. 12), entretanto a sua característica representativa da presença de Deus e sua aprovação é a mais marcante nas Escrituras (Gn 15. 17; Ex 3. 2; 13. 20; 24. 17; 2 Cr 7. 1; Mt 3. 11; 2 Ts 1. 7).
Se as pessoas são como o combustível deste "Fogo Pentecostal", elas não devem ser pessoas comuns, elas fazem parte de algo maior, fazem parte do corpo místico de Cristo, da Igreja. Então os membros desta Igreja estão fundamentados na Palavra de Deus e tem em Jesus Cristo a sua Pedra Angular. A origem deste termo "pentecostal" vem da ocasião quando os apóstolos com cerca de cento e vinte pessoas estavam reunidos em Jerusalém onde comemorava-se o Pentecostes (festa relacionada a colheitas e era celebrada sete semanas após a Páscoa - principal festa judáica) e sobreveio sobre aquelas pessoas o cumprimento do oráculo divino profetizado por Joel: "Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne..."(Joel 2. 28) Em seguida foram vistas sobre aqueles irmãos "línguas repartidas como que de fogo" (Atos 2. 3). Essa era a promessa do Consolador que nosso Senhor enviaria da parte de Deus após sua ascenção para o Pai (Atos 1. 4, 5). Este fogo proveniente de Deus é a chama do verdadeiro avivamento, nunca dissociado da Verdade da Palavra de Deus e que aquece as vidas dos salvos em Cristo. Não podemos ignorar esta verdade.
E quanto ao comburente? Se o ar saturado de oxigênio é o que proporciona o processo de combustão, qual será o comburente da chama do pentecostalismo? O principal agente, sem o qual não poderá haver fogo pentecostal e, nenhum fogo da parte de Deus, é O Espírito Santo. Não é a toa que o apóstolo Paulo afirma: "Não extingais o Espírito" (1 Tessalonicenses 5. 19). O verbo usado por Paulo está no original grego que podemos transliterar como "sbennumi" que significa "extinguir" fogo ou coisa em chama, também aplicado no sentido figurado, como na passagem citada que implica em uma exortação para que a Igreja não impeça, ou embarace a ação do Espírito Santo. Então Paulo parece ter sido o primeiro a usar uma analogia semelhante a que estamos usando aqui. Não devemos sonegar ao Espírito Santo o espaço para que ele atue livremente em nossas vidas.
A terceira condição, como foi dito no princípio, é o calor. Feno e ar não entram em combustão espontaneamente, faz-se necessário um fator de ignição, uma breve faísca que seja, alguém precisa ter a iniciativa de "tocar fogo". Essa iniciativa provém de Deus, ele foi quem enviou fogo do céu para o tabernáculo, ele enviou o fogo do pentecostes sobre aqueles que estavam reunidos aguardando a promessa de Jesus. E agora? O fogo já está entre nós? Somos capazes de crer na atualidade dos Dons do Espírito? Ora, a Bíblia é muito clara quando da profecia que encontramos no Livro de Joel "E acontecerá que depois derramarei o meu Espírito..." Depois de quê? Depois da vinda do messias e depois que ele for ascendido ao Céu. A profecia é "atualizada" pelo Apóstolo Pedro quando ele diz "E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne..." (Atos 2. 17). Bem se os dias de Pedro, há dois mil anos, eram os "últimos dias" que razão eu tenho para crer que os dias de hoje não seriam "últimos" também? Precisamos crer, atiçar as brasas e chamuscar nossas vidas neste fogo divino.
E o extintor? Pensaram que eu tivesse esquecido? Não. Deixei para o final, para que repercutisse em nossas mentes a advertência acerca do "Extintor de Incêndio Pentecostal". Ele funciona da mesma maneira como o extintor de incêndio comum, com seus materiais que visam atacar o combustível, o comburente e o calor. O combustível que comparamos com o corpo de membros da Igreja, que conhecem a Palavra de Deus e sabem que o verdadeiro fogo pentecostal vem de Deus. O comburente que é a ação livre do Espírito Santo. O calor o qual consiste na convicção da atualidade dos Dons do Espírito. Surge, então o extintor que é composto de ignorância acerca da natureza deste "fogo espiritual", negligência em buscar a ação do Espírito Santo e incredulidade acerca da atualidade das manifestações do Espírito.
"Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus." (Colossences 3. 1)
Pela Graça e Conhecimento do Senhor Jesus
Ir. Leonardo Leite
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Apologética da Subjetividade
Há muitos livros que tratam acerca da apologética cristã. Li muitos, e, em todos, percebi uma característica comum: O estreito domínio da razão objetiva. São muitos os argumentos que visam provar a existência de Deus e nesta oportunidade não vou elencá-los. Eles são de domínio público, alguns são bastante complicados e, outros, surpreendentemente claros e indiscutíveis. Todos esses argumentos são de ordem técnico-teórica, ou seja, lançam mão das evidências observaveis e respeitam o caráter científico da busca pela verdade.
Não pode haver uma crença sincera sem o uso da razão. Precisamos saber por que cremos, entender a razão que nos leva a determinadas crenças. Não podemos compactuar com uma tendência nefasta de antiintelectualismo ainda reinante em nossas igrejas, mas é irresponsabilidade não aceitarmos que nossa vida cristã é fundamentada na fé e não, exclusivamente, na razão. Isso não implica que nossa fé seja irracional. Não precisamos sacrificar o intelecto para conceber uma verdade espiritual, no entanto, não podemos elevar, sobremaneira, a condição da razão objetiva em detrimento de nossas experiências subjetivas.
Objetividade e Subjetividade. Objetivo faz alusão ao "objeto". A coisa externa que analisamos e avaliamos segundo nossa razão. Subjetivo está relacionado ao "sujeito". Aquilo que experimentamos em nós e, não por nós. Costuma-se colocar em xeque todo argumento racional que visite a interioridade, que trate acerca de nossas experiências. Isso se deve aos valores relativistas de nossa sociedade. "O que é bom para mim, pode não ser bom para você".
Acredito que minhas experiências cristãs, meu coração quebrantado, os milagres que testemunhei e as bençãos que recebi, sejam critérios pouco valiosos para convencer um ateu que Deus exista. Sem desmerecer o papel importantíssimo da Apologética Cristã, eu me pergunto: Preciso realmente convencer alguém intelectualmente? E quando enfrentamos a resistência volitiva diante do Evangelho? Nenhum argumento convincente basta quando alguém simplesmente não quer crer.
"Meu mais recente esforço de fé não é do tipo intelectual. Eu realmente não faço mais isso. Mais cedo ou mais tarde você simplesmente descobre que há alguns caras que não acreditam em Deus e podem provar que ele não existe e alguns outros caras que acreditam em Deus e podem provar que ele existe - e a esse ponto a discussão já deixou há muito de ser sobre Deus e passou a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou interessado nisso." *
O Argumento da Subjetividade não pode mais ser negligenciado. As experiências vividas com Deus são provas de sua existência. Conhecemos um Deus criador de todas as coisas e que se relaciona com o homem. Não dizemos simplesmente que cremos em um Deus, teologicamente, teísta, mas que experimentamos, conhecemos, adoramos esse Deus. Este argumento pode ser facilmente falseável, em outras palavras, alguém poderá dizer que sente algo sem sentir. Então, por isso, este seja um argumento inválido? Seria impróprio, para certos debates filosóficos, mas para destacarmos a real presença de Deus em nossas vidas, certamente não.
Se houver mentira em alguém afirmar que "sente a presença de Deus", qual seria o dano desta afirmativa? Com que intenção alguém diria isso? Para demonstrar uma espiritualidade? É possível! Será que esta pessoa conseguiria adeptos desta "falsa espiritualidade"? Somente pessoas insensatas e manipuláveis seguiriam uma pessoa assim. Lembremos que precisamos estar à luz da razão, mas nunca à margem da fé. O que sentimos, verdadeiramente, de Deus, refletirá em nosso ser, nossas palavras sinceras, nossa conduta e a ação do Espírito Santo em nossas vidas fazem parte do caráter subjetivo de uma apologética racional que precisamos nutrir.
Pela Graça e Conhecimento de Jesus
Prof. Leonardo Leite
_______________________
*Donald Miller é autor de Fé em Deus e pé na tábua, e Como os pinguins me ajudaram a entender Deus, ambos publicados pela Thomas Nelson Brasil.
Não pode haver uma crença sincera sem o uso da razão. Precisamos saber por que cremos, entender a razão que nos leva a determinadas crenças. Não podemos compactuar com uma tendência nefasta de antiintelectualismo ainda reinante em nossas igrejas, mas é irresponsabilidade não aceitarmos que nossa vida cristã é fundamentada na fé e não, exclusivamente, na razão. Isso não implica que nossa fé seja irracional. Não precisamos sacrificar o intelecto para conceber uma verdade espiritual, no entanto, não podemos elevar, sobremaneira, a condição da razão objetiva em detrimento de nossas experiências subjetivas.
Objetividade e Subjetividade. Objetivo faz alusão ao "objeto". A coisa externa que analisamos e avaliamos segundo nossa razão. Subjetivo está relacionado ao "sujeito". Aquilo que experimentamos em nós e, não por nós. Costuma-se colocar em xeque todo argumento racional que visite a interioridade, que trate acerca de nossas experiências. Isso se deve aos valores relativistas de nossa sociedade. "O que é bom para mim, pode não ser bom para você".
Acredito que minhas experiências cristãs, meu coração quebrantado, os milagres que testemunhei e as bençãos que recebi, sejam critérios pouco valiosos para convencer um ateu que Deus exista. Sem desmerecer o papel importantíssimo da Apologética Cristã, eu me pergunto: Preciso realmente convencer alguém intelectualmente? E quando enfrentamos a resistência volitiva diante do Evangelho? Nenhum argumento convincente basta quando alguém simplesmente não quer crer.
"Meu mais recente esforço de fé não é do tipo intelectual. Eu realmente não faço mais isso. Mais cedo ou mais tarde você simplesmente descobre que há alguns caras que não acreditam em Deus e podem provar que ele não existe e alguns outros caras que acreditam em Deus e podem provar que ele existe - e a esse ponto a discussão já deixou há muito de ser sobre Deus e passou a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou interessado nisso." *
O Argumento da Subjetividade não pode mais ser negligenciado. As experiências vividas com Deus são provas de sua existência. Conhecemos um Deus criador de todas as coisas e que se relaciona com o homem. Não dizemos simplesmente que cremos em um Deus, teologicamente, teísta, mas que experimentamos, conhecemos, adoramos esse Deus. Este argumento pode ser facilmente falseável, em outras palavras, alguém poderá dizer que sente algo sem sentir. Então, por isso, este seja um argumento inválido? Seria impróprio, para certos debates filosóficos, mas para destacarmos a real presença de Deus em nossas vidas, certamente não.
Se houver mentira em alguém afirmar que "sente a presença de Deus", qual seria o dano desta afirmativa? Com que intenção alguém diria isso? Para demonstrar uma espiritualidade? É possível! Será que esta pessoa conseguiria adeptos desta "falsa espiritualidade"? Somente pessoas insensatas e manipuláveis seguiriam uma pessoa assim. Lembremos que precisamos estar à luz da razão, mas nunca à margem da fé. O que sentimos, verdadeiramente, de Deus, refletirá em nosso ser, nossas palavras sinceras, nossa conduta e a ação do Espírito Santo em nossas vidas fazem parte do caráter subjetivo de uma apologética racional que precisamos nutrir.
Pela Graça e Conhecimento de Jesus
Prof. Leonardo Leite
_______________________
*Donald Miller é autor de Fé em Deus e pé na tábua, e Como os pinguins me ajudaram a entender Deus, ambos publicados pela Thomas Nelson Brasil.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Os Sinais
Veracidade dos milagres e seus propósitos.
A Natureza dos Milagres
I. O que é um milagre?
- Milagre é uma obra sobrenatural de origem divina. Não pode ser reproduzido por tecnologia humana. Pode ser explicado, ou mesmo teorizado, mas nunca realizado pelo homem, se o for, nunca foi milagre.
II. Qual é o propósito de um milagre?
- Todo milagre aponta para a glória do seu realizador (Jo 9. 2,3). Ele representa a incompreensível misericórdia e bondade divina. Serve, também, para revelar a soberana vontade de Deus (Ex 10. 2), confirmar a autoridade investida ao seu profeta, confirmando a veracidade do seu oráculo (Ex 4. 30, 31).
III. Há milagre sem propósito?
- Não. Todo sinal tem um propósito. Até mesmo os sinais do Anticristo têm um propósito – o de enganar. Existem muitos sinais realizados por falsos profetas, todos os sinais precisam ser provados pelo Crivo da Palavra de Deus e testados pelos princípios motivadores do “profeta”, ou seja, devem ser investigados o caráter do “profeta” e o propósito da “profecia” com seus sinais (Mt 24. 24).
Os Sinais de Cristo
I. Em sua vida
- Os quatro Evangelhos narram especificamente a ocorrência de 37 milagres realizados por Jesus em seu ministério. O Evangelho de João narra apenas 8 milagres, isso representa metade do Evangelho que apresenta a menor quantidade de sinais (Mateus – 21, Marcos – 19 e Lucas – 22), no entanto ele mesmo afirma ao final do evangelho que se fossem narradas todas as obras realizadas por Jesus, nem todos os livros do mundo as poderiam conter (Jo 21. 25, v 20. 30). Interessante que os sinais apresentados no Evangelho de João abrangem os significados profundos acerca de Jesus:
a) Transforma água em vinho (Jo 2. 1- 12) => Jesus é a fonte da vida;
b) Cura o filho de um oficial (Jo 4. 46 – 54) => Jesus é Senhor da distância;
c) Cura um paralítico no poço de Betesda (Jo 5. 1 – 17) => Jesus é o Senhor do tempo;
d) Alimenta 5 mil pessoas (Jo 6. 1- 14) => Jesus é o Pão da Vida;
e) Anda sobre as águas e acalma a tempestade (Jo 6. 15 – 21) => Jesus é Senhor da Criação (Natureza);
f) Cura um cego de nascença (Jo 9. 1 – 41) => Jesus é a luz do mundo;
g) Ressuscita Lázaro dos mortos ( Jo 11. 17 – 45) => Jesus tem poder sobre a morte.
II. Na sua morte
- Apenas o Evangelho de Mateus narra estes acontecimentos instigantes que seguem com a morte de Jesus (Mt 27. 50 – 53). Propósito – ler verso 54. Três grandes sinais seguem com a morte de Cristo:
a) O Véu do templo se partiu (Ex 26. 33) => Jesus pôs fim ao que separava o homem de Deus. Reconciliação. Livre acesso ao Pai (mediador 1 Tm 2. 5; Hb 8. 6; 9: 15), fim do sacerdócio da antiga aliança (Hb 6. 19; 10. 20);
b) A Terra foi abalada => Diante da presença de Deus, a terra tremerá, reconhecendo o poder do Filho de Deus (1Cr 16. 30; Sl 68. 7, 8; 77. 16).
c) Ressurreição de santos => Jesus traz vida com sua morte. Prefigura a ressurreição dos mortos em Cristo, no advento da sua segunda vinda (1Ts 4. 16).
III. A Ressurreição – O maior sinal (Sinal de Jonas)
- Tal como Jonas passou três dias e três noites no ventre do peixe, assim foi com Jesus no ventre da terra (Mt 12. 39 – 41). Hipócritas descrentes nem mesmo com sinais creriam.
Os Sinais da Igreja
I. A Atual inversão da ordem
- “Estes sinais seguiram os que crêem..” (Mc 16. 17, 18). Os sinais seguiram os crentes, mas o que temos visto, atualmente é uma inversão total desta ordem, vemos crentes seguindo sinais.
II. Os Dons Espirituais
- Este é o sinal mais evidente da Igreja de Cristo. As manifestações do Espírito Santo. Decerto que apesar do Apóstolo Paulo ter enumerado 9 dons, existem vários outros dons, sendo ministeriais, de socorro e outros não relacionados. Não podemos esquecer que os dons são distribuídos por Deus (Hb 2. 4). Há quem “tome posse” de algo que não o pertence, mas que o foi confiado.
III. Atualidade dos milagres
- “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1. 17). Deus ainda opera milagres no meio da Igreja, mas não opera para a satisfação pessoal de ninguém, tampouco por vaidade ou soberba.
Os Sinais dos Tempos
I. Israel o relógio escatológico de Deus (Lc 21. 27 – 30// 1Ts 5. 1, 2 – O ladrão de noite);
II. Guerras e rumores de guerras, terremotos e sinais no céu e na terra (Mt 24. 7; At 2. 19, 20);
III. A repentina Segunda Vinda do Senhor. (Iminência - temor e Expectativa – alegria).
Conclusão
O Sinal aponta para uma verdade fundamental. Ele não é por si mesmo a verdade fundamental. Assim como as obras não são capazes de salvar, elas apontam para os salvos, as boas obras são o ornamento da graça de Deus.
A cristandade dos últimos dias tem vivido na busca incansável por milagres, na maioria das vezes, em detrimento da realização de obras de justiça. Desconfio de uma igreja que busca sinais e prodígios e não busca o amor ao próximo como real obediência ao prescrito por Jesus Cristo. Nem todos os que dizem Senhor! Senhor!...(Mt 7. 21 – 23).
A Igreja deve ser o maior sinal do amor de Deus. A noiva de Cristo deve esperar preparada para o advento da segunda vinda, mas nunca negligenciando sua missão primordial que é a propagação do Evangelho, e para tal precisamos ser diferentes para fazermos a diferença.
A Natureza dos Milagres
I. O que é um milagre?
- Milagre é uma obra sobrenatural de origem divina. Não pode ser reproduzido por tecnologia humana. Pode ser explicado, ou mesmo teorizado, mas nunca realizado pelo homem, se o for, nunca foi milagre.
II. Qual é o propósito de um milagre?
- Todo milagre aponta para a glória do seu realizador (Jo 9. 2,3). Ele representa a incompreensível misericórdia e bondade divina. Serve, também, para revelar a soberana vontade de Deus (Ex 10. 2), confirmar a autoridade investida ao seu profeta, confirmando a veracidade do seu oráculo (Ex 4. 30, 31).
III. Há milagre sem propósito?
- Não. Todo sinal tem um propósito. Até mesmo os sinais do Anticristo têm um propósito – o de enganar. Existem muitos sinais realizados por falsos profetas, todos os sinais precisam ser provados pelo Crivo da Palavra de Deus e testados pelos princípios motivadores do “profeta”, ou seja, devem ser investigados o caráter do “profeta” e o propósito da “profecia” com seus sinais (Mt 24. 24).
Os Sinais de Cristo
I. Em sua vida
- Os quatro Evangelhos narram especificamente a ocorrência de 37 milagres realizados por Jesus em seu ministério. O Evangelho de João narra apenas 8 milagres, isso representa metade do Evangelho que apresenta a menor quantidade de sinais (Mateus – 21, Marcos – 19 e Lucas – 22), no entanto ele mesmo afirma ao final do evangelho que se fossem narradas todas as obras realizadas por Jesus, nem todos os livros do mundo as poderiam conter (Jo 21. 25, v 20. 30). Interessante que os sinais apresentados no Evangelho de João abrangem os significados profundos acerca de Jesus:
a) Transforma água em vinho (Jo 2. 1- 12) => Jesus é a fonte da vida;
b) Cura o filho de um oficial (Jo 4. 46 – 54) => Jesus é Senhor da distância;
c) Cura um paralítico no poço de Betesda (Jo 5. 1 – 17) => Jesus é o Senhor do tempo;
d) Alimenta 5 mil pessoas (Jo 6. 1- 14) => Jesus é o Pão da Vida;
e) Anda sobre as águas e acalma a tempestade (Jo 6. 15 – 21) => Jesus é Senhor da Criação (Natureza);
f) Cura um cego de nascença (Jo 9. 1 – 41) => Jesus é a luz do mundo;
g) Ressuscita Lázaro dos mortos ( Jo 11. 17 – 45) => Jesus tem poder sobre a morte.
II. Na sua morte
- Apenas o Evangelho de Mateus narra estes acontecimentos instigantes que seguem com a morte de Jesus (Mt 27. 50 – 53). Propósito – ler verso 54. Três grandes sinais seguem com a morte de Cristo:
a) O Véu do templo se partiu (Ex 26. 33) => Jesus pôs fim ao que separava o homem de Deus. Reconciliação. Livre acesso ao Pai (mediador 1 Tm 2. 5; Hb 8. 6; 9: 15), fim do sacerdócio da antiga aliança (Hb 6. 19; 10. 20);
b) A Terra foi abalada => Diante da presença de Deus, a terra tremerá, reconhecendo o poder do Filho de Deus (1Cr 16. 30; Sl 68. 7, 8; 77. 16).
c) Ressurreição de santos => Jesus traz vida com sua morte. Prefigura a ressurreição dos mortos em Cristo, no advento da sua segunda vinda (1Ts 4. 16).
III. A Ressurreição – O maior sinal (Sinal de Jonas)
- Tal como Jonas passou três dias e três noites no ventre do peixe, assim foi com Jesus no ventre da terra (Mt 12. 39 – 41). Hipócritas descrentes nem mesmo com sinais creriam.
Os Sinais da Igreja
I. A Atual inversão da ordem
- “Estes sinais seguiram os que crêem..” (Mc 16. 17, 18). Os sinais seguiram os crentes, mas o que temos visto, atualmente é uma inversão total desta ordem, vemos crentes seguindo sinais.
II. Os Dons Espirituais
- Este é o sinal mais evidente da Igreja de Cristo. As manifestações do Espírito Santo. Decerto que apesar do Apóstolo Paulo ter enumerado 9 dons, existem vários outros dons, sendo ministeriais, de socorro e outros não relacionados. Não podemos esquecer que os dons são distribuídos por Deus (Hb 2. 4). Há quem “tome posse” de algo que não o pertence, mas que o foi confiado.
III. Atualidade dos milagres
- “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1. 17). Deus ainda opera milagres no meio da Igreja, mas não opera para a satisfação pessoal de ninguém, tampouco por vaidade ou soberba.
Os Sinais dos Tempos
I. Israel o relógio escatológico de Deus (Lc 21. 27 – 30// 1Ts 5. 1, 2 – O ladrão de noite);
II. Guerras e rumores de guerras, terremotos e sinais no céu e na terra (Mt 24. 7; At 2. 19, 20);
III. A repentina Segunda Vinda do Senhor. (Iminência - temor e Expectativa – alegria).
Conclusão
O Sinal aponta para uma verdade fundamental. Ele não é por si mesmo a verdade fundamental. Assim como as obras não são capazes de salvar, elas apontam para os salvos, as boas obras são o ornamento da graça de Deus.
A cristandade dos últimos dias tem vivido na busca incansável por milagres, na maioria das vezes, em detrimento da realização de obras de justiça. Desconfio de uma igreja que busca sinais e prodígios e não busca o amor ao próximo como real obediência ao prescrito por Jesus Cristo. Nem todos os que dizem Senhor! Senhor!...(Mt 7. 21 – 23).
A Igreja deve ser o maior sinal do amor de Deus. A noiva de Cristo deve esperar preparada para o advento da segunda vinda, mas nunca negligenciando sua missão primordial que é a propagação do Evangelho, e para tal precisamos ser diferentes para fazermos a diferença.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Nas entranhas do peixe
Jonas nas entranhas de um peixe nos ensina algo a respeito de um homem e de seu Deus, e como a vocação deste homem desenrola-se diante de seus olhos.
O problema não está no peixe, nem em Jonas, tampouco é importante analisarmos a historicidade deste relato bíblico. Será realmente tão difícil conceber a viagem de Jonas no interior do "peixe" até nínive, e a viagem de Niel Armstrong no interior de uma sucata até a lua?
O que eu quero dizer é que não importa se as imagens de vídeo da primeira expedição para a Lua eram duvidosas e que sempre houve a possibilidade de fraude motivada pela guerra fria e a corrida aeroespacial. Não importa se Moby Dick é baseado em fatos reais ou se na faringe de uma baleia jubarte cabem tantas pessoas quanto em um Boing 737. Alguns detalhes da história não podem falar mais alto que a verdadeira e mais profunda lição.
No escuro, solitário, úmido e fétido peixe, aconteceu um reencontro que mudaria o destino de Jonas e de toda uma cidade. A rendição total vem do reconhecimento da dependência de Deus, uma vida sem significado é aquela na qual vivemos sem conhecermos a nossa vocação. A vocação de Jonas era de profeta e seu destino era a soberana vontade de Deus.
O próprio Jesus referiu-se a Jonas como exemplo de sinal de fé (Mt 16:4). O Kerigma proclamado no Evangelho deveria ser o único sinal suficiente para o reconhecimento da condição de pecador e da necessidade de arrependimento e conversão do ser humano.
Estar nas entranhas do peixe é a experiência mais absurda e extraordinária, tal qual é a experiência de estar nas mãos de Deus, abraçar a nossa condição de servo e realizar a nossa verdadeira vocação de vida.
Soli Deo Gloria
Leonardo Nogueira Leite
O problema não está no peixe, nem em Jonas, tampouco é importante analisarmos a historicidade deste relato bíblico. Será realmente tão difícil conceber a viagem de Jonas no interior do "peixe" até nínive, e a viagem de Niel Armstrong no interior de uma sucata até a lua?
O que eu quero dizer é que não importa se as imagens de vídeo da primeira expedição para a Lua eram duvidosas e que sempre houve a possibilidade de fraude motivada pela guerra fria e a corrida aeroespacial. Não importa se Moby Dick é baseado em fatos reais ou se na faringe de uma baleia jubarte cabem tantas pessoas quanto em um Boing 737. Alguns detalhes da história não podem falar mais alto que a verdadeira e mais profunda lição.
No escuro, solitário, úmido e fétido peixe, aconteceu um reencontro que mudaria o destino de Jonas e de toda uma cidade. A rendição total vem do reconhecimento da dependência de Deus, uma vida sem significado é aquela na qual vivemos sem conhecermos a nossa vocação. A vocação de Jonas era de profeta e seu destino era a soberana vontade de Deus.
O próprio Jesus referiu-se a Jonas como exemplo de sinal de fé (Mt 16:4). O Kerigma proclamado no Evangelho deveria ser o único sinal suficiente para o reconhecimento da condição de pecador e da necessidade de arrependimento e conversão do ser humano.
Estar nas entranhas do peixe é a experiência mais absurda e extraordinária, tal qual é a experiência de estar nas mãos de Deus, abraçar a nossa condição de servo e realizar a nossa verdadeira vocação de vida.
Soli Deo Gloria
Leonardo Nogueira Leite
domingo, 16 de dezembro de 2007
Teologia Vivencial
A proposta para uma teologia saudável é de que todos os fundamentos teóricos devam ter uma implicação prática para o cristão. A teologia vivencial parte do pressuposto que só se pode fazer teologia quando se tem uma experiência subjetiva com Deus e objetiva com sua Palavra.
Encontrar a Deus é um pré-requisito inegociável para a produção teológica bíblica e cristocêntrica. Então a teologia deve ser apreendida em seus conceitos doutrinários e vivenciada em suas aplicações pessoais. Um esboço dessa tendência pode ser exemplificado ao analisarmos o advento da segunda vinda do Senhor Jesus.
Sobre a segunda vinda sabemos três coisas fundamentais:
1. É uma promessa;
2. É iminente;
3. É desejada.
Sabendo disso, quais as repercussões psicológicas em nossa vida? O que o conhecimento de tais verdades produziram em nossas vidas? Façamos a correspondência com os fundamentos anteriores, na mesma ordem:
1. Confiança;
2. Vigilância;
3. Alegria.
Não nos basta enumerarmos conceitos dogmáticos, precisamos conhecer o real efeito da VERDADE, experimentarmos o conhecimento de Deus - isso é Teologia Vivencial.
Encontrar a Deus é um pré-requisito inegociável para a produção teológica bíblica e cristocêntrica. Então a teologia deve ser apreendida em seus conceitos doutrinários e vivenciada em suas aplicações pessoais. Um esboço dessa tendência pode ser exemplificado ao analisarmos o advento da segunda vinda do Senhor Jesus.
Sobre a segunda vinda sabemos três coisas fundamentais:
1. É uma promessa;
2. É iminente;
3. É desejada.
Sabendo disso, quais as repercussões psicológicas em nossa vida? O que o conhecimento de tais verdades produziram em nossas vidas? Façamos a correspondência com os fundamentos anteriores, na mesma ordem:
1. Confiança;
2. Vigilância;
3. Alegria.
Não nos basta enumerarmos conceitos dogmáticos, precisamos conhecer o real efeito da VERDADE, experimentarmos o conhecimento de Deus - isso é Teologia Vivencial.
domingo, 14 de outubro de 2007
Fundamentalismo Religioso: Retorno ao Monastério
Há quem defenda a abstenção irrestrita dos recursos naturais e tecnológicos dos quais dispomos. Já cometemos o erro crasso de punir sem misericórdia, membros de nossas igrejas por serem possuidores de um aparelho de TV. Não pedimos desculpas a eles, mas lentamente fomos aderindo ao uso da mídia eletrônica em nossos lares e também em nossas igrejas. Somos tentados pela ignorância de atribuir o mal a coisa em si, e esquecemos de extirpar o mal de nós. Levanta-se a pretensiosa bandeira do fundamentalismo religioso: "deve-se cortar o mal pela raíz". O problema é que o piedoso lenhador nunca está disposto a operar cirurgicamente o seu próprio "eu" e está sempre a brandir o machado da intolerância sobre os que o cerca. E como isso é feito?
"Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças;" (1 Timóteo4:3).
É possível expandir o entendimento desses alimentos, para outras fontes de prazer? Será vedado aos salvos o usufruto das riquezas naturais e dos meios tecnológicos? Decerto que não. Desde que exercitemos a prioridade correta no emprego de nosso tempo. "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mateus 6:33). As coisas acrescentadas dizem respeito as necessidades básicas do indivíduo, tais como: vestuário, alimentação, lazer, etc. Estas coisas são lícitas mas precisam ser avaliadas as suas conveniências, como Paulo ensinou:
Em primeiro lugar:
"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas." (1 Coríntios 6: 12). Aqui compreendemos que devemos fazer uso das coisas e não sermos usados por elas. Em outras palavras, a advertência cabe para a idéia de liberdade em uso e não em abuso, o abuso da liberdade chama-se libertinagem. Não se deixar dominar é o mesmo que não cair no vício.
Em segundo:
"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas edificam." (1 Coríntio 10: 23). Parece realmente mais cômodo proibir. Ensinar é uma atividade desgastante e algumas vezes frustrante. Não examine, para não correr o risco de reter o mal. O que aprendemos, nas Escrituras é o inverso disto (1Ts 5:21). É preciso maturidade e discernimento para avaliarmos o que está a disposição por aí. Gasta-se muito tempo com futilidades, entretenimento infrutífero, coisas frívolas que nos ocupam em lugar de um devocional, uma oração, leitura bíblica, uma boa conversa e outras muitas atividades disponíveis na Igreja as quais realmente promovem crescimento cultural e espiritual. Devemos alimentar nossas mentes com algo que nos edifique e fortaleça (Fp 4:8). Se alimentamos nossas mentes com a programação espúria da Televisão e com os recursos degradantes da Internet, o que será de nossa vida cristã?
Devemos então nos isolarmos de tais recursos, procurando retornar a um estilo de vida monástico? Pensemos na oração de Jesus: "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal." (João 17:15) Não somos do mundo, mas vivemos no mundo. Não compartilhamos de seus prazeres pecaminosos, mas somos sal e luz do mundo. A luz é feita para brilhar e precisa ficar em destaque, e o sal tem o seu sabor e utilidade, não é pra ficar recolhido nas dispensas de uma igreja confinada. Retornar aos monastérios parecia uma boa idéia na Idade Média, no entanto o isolamento não privou a maioria dos monges de cometerem os mais absurdos escândalos e corrupções.
Os que ensinam o rigor ascético, dão ouvidos a espíritos enganadores, a doutrina de demonios (1 Tm 4:1). A hipocrisia impera em suas vidas, elas vivem prescrevendo um modus vivendi o qual elas mesmas não praticam. A insipiência sobre a mordomia cristã tem levado a um superficialidade espiritual cheia de auto-piedade. Devemos abolir a TV? Ou colocá-la em seu devido lugar? Nossa vida deve ser cristocêntrica e todas as demais coisas devem ser periféricas e acessórias.
Pela Graça e Conhecimento de Nosso Senhor Jesus
Leonardo Leite
"Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças;" (1 Timóteo4:3).
É possível expandir o entendimento desses alimentos, para outras fontes de prazer? Será vedado aos salvos o usufruto das riquezas naturais e dos meios tecnológicos? Decerto que não. Desde que exercitemos a prioridade correta no emprego de nosso tempo. "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mateus 6:33). As coisas acrescentadas dizem respeito as necessidades básicas do indivíduo, tais como: vestuário, alimentação, lazer, etc. Estas coisas são lícitas mas precisam ser avaliadas as suas conveniências, como Paulo ensinou:
Em primeiro lugar:
"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas." (1 Coríntios 6: 12). Aqui compreendemos que devemos fazer uso das coisas e não sermos usados por elas. Em outras palavras, a advertência cabe para a idéia de liberdade em uso e não em abuso, o abuso da liberdade chama-se libertinagem. Não se deixar dominar é o mesmo que não cair no vício.
Em segundo:
"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas edificam." (1 Coríntio 10: 23). Parece realmente mais cômodo proibir. Ensinar é uma atividade desgastante e algumas vezes frustrante. Não examine, para não correr o risco de reter o mal. O que aprendemos, nas Escrituras é o inverso disto (1Ts 5:21). É preciso maturidade e discernimento para avaliarmos o que está a disposição por aí. Gasta-se muito tempo com futilidades, entretenimento infrutífero, coisas frívolas que nos ocupam em lugar de um devocional, uma oração, leitura bíblica, uma boa conversa e outras muitas atividades disponíveis na Igreja as quais realmente promovem crescimento cultural e espiritual. Devemos alimentar nossas mentes com algo que nos edifique e fortaleça (Fp 4:8). Se alimentamos nossas mentes com a programação espúria da Televisão e com os recursos degradantes da Internet, o que será de nossa vida cristã?
Devemos então nos isolarmos de tais recursos, procurando retornar a um estilo de vida monástico? Pensemos na oração de Jesus: "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal." (João 17:15) Não somos do mundo, mas vivemos no mundo. Não compartilhamos de seus prazeres pecaminosos, mas somos sal e luz do mundo. A luz é feita para brilhar e precisa ficar em destaque, e o sal tem o seu sabor e utilidade, não é pra ficar recolhido nas dispensas de uma igreja confinada. Retornar aos monastérios parecia uma boa idéia na Idade Média, no entanto o isolamento não privou a maioria dos monges de cometerem os mais absurdos escândalos e corrupções.
Os que ensinam o rigor ascético, dão ouvidos a espíritos enganadores, a doutrina de demonios (1 Tm 4:1). A hipocrisia impera em suas vidas, elas vivem prescrevendo um modus vivendi o qual elas mesmas não praticam. A insipiência sobre a mordomia cristã tem levado a um superficialidade espiritual cheia de auto-piedade. Devemos abolir a TV? Ou colocá-la em seu devido lugar? Nossa vida deve ser cristocêntrica e todas as demais coisas devem ser periféricas e acessórias.
Pela Graça e Conhecimento de Nosso Senhor Jesus
Leonardo Leite
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Tenha Cuidado; Pergunte-me Como!
Há 12 anos a multinacional Herbalife tem distribuidores de seus produtos de nutrição e cuidados pessoais aqui no Brasil. A proposta de ser a maior empresa de marketing multinível do mundo, tem levado milhares de pessoas a investirem “tudo” para alcançarem os patamares mais elevados da empresa, com a esperança de enriquecimento de curto e médio prazo com ganhos ilimitados. A promessa é um salto na qualidade de vida, liberdade para fazer seus horários de trabalho, e um produto com qualidade e excelência tecnológica indiscutíveis. Nessa oportunidade não vou atacar o produto em si, o que eu questiono é a maneira como é conduzido o negócio.
Marketing multinível é um sistema franqueado de compra e venda direta e recrutamento de novos distribuidores. A ascenção se dá quando o distribuidor alcança certa quantidade de pontos proporcional ao somatório de toda sua produção pessoal e de sua organização de distribuidores cadastrados. Ocorre que muitas pessoas que aderem a esse negócio são induzidas a “pagarem o preço do sucesso”. Muitos contraem dívidas enormes para conquistarem a liberdade financeira, tão sonhada. Os depoimentos de resultados empolgam, palmas e músicas envolvem a platéia constituída por 90% de distribuidores e o restante de convidados.
Para pagar as despesas desse sistema de treinamento e apresentação do negócio, gasta-se bastante dinheiro, as credenciais para as reuniões têm preços que variam de R$ 80,00 a R$250,00, em média. Em última análise o empreendimento torna-se insustentável. Algumas pessoas que conseguem destaque são possuidoras de um grande poder de persuasão, levando outros a investirem pesado na companhia e recebendo royalties (percentual de comissão pago pela produção dos distribuidores em linha descendente) por isso.
Afora tudo isso, resta o maior perigo que encontramos nesse tipo de negócio: A filosofia da Atitude. Não importa o quanto você está quebrado, “a atitude vem antes do cheque”. Vive-se de aparências, resultados financeiros maquiados, e treinamentos baseados em Programação Neurolingüística reforçam uma verdadeira “lavagem cerebral”. Não é a toa que muitos percebem elementos religiosos nos encontros promovidos pelos líderes dentre os distribuidores. A atmosfera sugere uma imersão total na proposta da Herbalife, alguns depoimentos são emocionantes, não é raro encontrar lágrimas nos rostos das pessoas que passam por dificuldades financeiras e revitalizam nesses encontros os seus “sonhos roubados”.
A sociedade capitalista encontra entre os líderes da Herbalife os maiores proponentes do consumismo e da superficialidade espiritual. A palavra de ordem é “dinheiro nunca é demais”, “você acha que já tem tudo que precisa na vida?”; “veja estes carros importados e estas mansões! Onde você mora? Qual é seu carro? Você tem um bom estilo de vida?” A jogada é incutir necessidades consumistas. Será que isso serve para o cristão? Tenho certeza que não.
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” MATEUS 6:24
A adoração a Deus ou a Mamom se torna o ponto central de conflito do universo (o termo Mamom vem do aramaico e foi usado por Jesus para personificar o dinheiro, a riqueza ou posses terrenas). Adorar a Deus nos coloca de um lado do dinheiro, o lado que se opõe a ele; enquanto que a adoração a Satanás nos coloca do outro lado do dinheiro, isto é, o lado que o adora. O oposto de Deus é Mamom. Por que Mamom pode se colocar em oposição a Deus? Porque só ele pode reunir todas as coisas em uma só. O amor ao dinheiro não é apenas a raiz de todos os males (I Tm 6:10); ele é também idolatria, pois para muitas pessoas o dinheiro é um ídolo. Curiosamente a Bíblia trata a avareza e a idolatria como sendo um só pecado (Cl 3:5; Ef 5:5).
Pela Graça e Conhecimento de Nosso Senhor Jesus
Ir. Leonardo Leite
Marketing multinível é um sistema franqueado de compra e venda direta e recrutamento de novos distribuidores. A ascenção se dá quando o distribuidor alcança certa quantidade de pontos proporcional ao somatório de toda sua produção pessoal e de sua organização de distribuidores cadastrados. Ocorre que muitas pessoas que aderem a esse negócio são induzidas a “pagarem o preço do sucesso”. Muitos contraem dívidas enormes para conquistarem a liberdade financeira, tão sonhada. Os depoimentos de resultados empolgam, palmas e músicas envolvem a platéia constituída por 90% de distribuidores e o restante de convidados.
Para pagar as despesas desse sistema de treinamento e apresentação do negócio, gasta-se bastante dinheiro, as credenciais para as reuniões têm preços que variam de R$ 80,00 a R$250,00, em média. Em última análise o empreendimento torna-se insustentável. Algumas pessoas que conseguem destaque são possuidoras de um grande poder de persuasão, levando outros a investirem pesado na companhia e recebendo royalties (percentual de comissão pago pela produção dos distribuidores em linha descendente) por isso.
Afora tudo isso, resta o maior perigo que encontramos nesse tipo de negócio: A filosofia da Atitude. Não importa o quanto você está quebrado, “a atitude vem antes do cheque”. Vive-se de aparências, resultados financeiros maquiados, e treinamentos baseados em Programação Neurolingüística reforçam uma verdadeira “lavagem cerebral”. Não é a toa que muitos percebem elementos religiosos nos encontros promovidos pelos líderes dentre os distribuidores. A atmosfera sugere uma imersão total na proposta da Herbalife, alguns depoimentos são emocionantes, não é raro encontrar lágrimas nos rostos das pessoas que passam por dificuldades financeiras e revitalizam nesses encontros os seus “sonhos roubados”.
A sociedade capitalista encontra entre os líderes da Herbalife os maiores proponentes do consumismo e da superficialidade espiritual. A palavra de ordem é “dinheiro nunca é demais”, “você acha que já tem tudo que precisa na vida?”; “veja estes carros importados e estas mansões! Onde você mora? Qual é seu carro? Você tem um bom estilo de vida?” A jogada é incutir necessidades consumistas. Será que isso serve para o cristão? Tenho certeza que não.
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” MATEUS 6:24
A adoração a Deus ou a Mamom se torna o ponto central de conflito do universo (o termo Mamom vem do aramaico e foi usado por Jesus para personificar o dinheiro, a riqueza ou posses terrenas). Adorar a Deus nos coloca de um lado do dinheiro, o lado que se opõe a ele; enquanto que a adoração a Satanás nos coloca do outro lado do dinheiro, isto é, o lado que o adora. O oposto de Deus é Mamom. Por que Mamom pode se colocar em oposição a Deus? Porque só ele pode reunir todas as coisas em uma só. O amor ao dinheiro não é apenas a raiz de todos os males (I Tm 6:10); ele é também idolatria, pois para muitas pessoas o dinheiro é um ídolo. Curiosamente a Bíblia trata a avareza e a idolatria como sendo um só pecado (Cl 3:5; Ef 5:5).
Pela Graça e Conhecimento de Nosso Senhor Jesus
Ir. Leonardo Leite
domingo, 26 de agosto de 2007
O homem, suas necessidades e o pecado.
O homem nasce escravo, e morre escravo, escravo e cativo de duas prisões: A necessidade e o pecado. Não há um só dia que ele não desperte para cometer pecado ou para satisfazer suas mais diversas necessidades. Quando afirmamos isto, não defendemos que o homem nasça em pecado, ele não nasce corrupto, mas corruptível e inclinado à corrupção. Isso ocorre por sua natureza decaída, por seu estado alienado.
A natureza decaída é provocada pelo pecado original, ou seja, aquele cometido no Éden.
“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” Romanos 5:12
O estado alienado é a conseqüência do pecado. O pecado afasta o homem de Deus.
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;” Romanos 3:23
Para analisarmos a questão em seus pormenores, precisamos entender, primeiramente, como a Bíblia define o homem e suas necessidades.
“o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo”. 1 Tessalonicenses 5:23
De acordo com o texto bíblico, podemos dividir o homem em três partes distintas, com suas correspondentes necessidades:
1. Corpo – Necessidades físicas: Condições de sobrevivência e manutenção da saúde e conforto;
2. Alma – Necessidades psicológicas: Condições emocionais e sociais;
3. Espírito – Necessidades espirituais: Condições de comunhão, salvação, fé e etc.
O homem esta cativo nessa prisão, que não pode tocar, nem sentir, pode apenas conhece-la através da reflexão filosófica e psicológica, no entanto, só pode ser liberto dela através do conhecimento da verdade.
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6
Jesus é o caminho que conduz a salvação, ao fim do estado alienado, à comunhão perdida no Éden; ele é a verdade que liberta, a luz para as trevas de nossos corações e mentes: É a vida abundante, vida renovada na terra e eterna no céu. Ele nos propõe um novo nascimento, uma nova natureza, não mais inclinada a corrupção como antes, mas inclinada a satisfazer as necessidades espirituais, mesmo em detrimento das outras.
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2 Coríntios 5:17 Aceitar o sacrifício vicário do Senhor Jesus, buscando comunhão com Deus e fazendo parte do Corpo de Cristo que é a Igreja na terra, diante da qual podemos confessar o nosso pecado e arrependimento para alcançar o perdão e a misericórdia divina.
Leonardo Leite
A natureza decaída é provocada pelo pecado original, ou seja, aquele cometido no Éden.
“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” Romanos 5:12
O estado alienado é a conseqüência do pecado. O pecado afasta o homem de Deus.
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;” Romanos 3:23
Para analisarmos a questão em seus pormenores, precisamos entender, primeiramente, como a Bíblia define o homem e suas necessidades.
“o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo”. 1 Tessalonicenses 5:23
De acordo com o texto bíblico, podemos dividir o homem em três partes distintas, com suas correspondentes necessidades:
1. Corpo – Necessidades físicas: Condições de sobrevivência e manutenção da saúde e conforto;
2. Alma – Necessidades psicológicas: Condições emocionais e sociais;
3. Espírito – Necessidades espirituais: Condições de comunhão, salvação, fé e etc.
O homem esta cativo nessa prisão, que não pode tocar, nem sentir, pode apenas conhece-la através da reflexão filosófica e psicológica, no entanto, só pode ser liberto dela através do conhecimento da verdade.
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6
Jesus é o caminho que conduz a salvação, ao fim do estado alienado, à comunhão perdida no Éden; ele é a verdade que liberta, a luz para as trevas de nossos corações e mentes: É a vida abundante, vida renovada na terra e eterna no céu. Ele nos propõe um novo nascimento, uma nova natureza, não mais inclinada a corrupção como antes, mas inclinada a satisfazer as necessidades espirituais, mesmo em detrimento das outras.
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2 Coríntios 5:17 Aceitar o sacrifício vicário do Senhor Jesus, buscando comunhão com Deus e fazendo parte do Corpo de Cristo que é a Igreja na terra, diante da qual podemos confessar o nosso pecado e arrependimento para alcançar o perdão e a misericórdia divina.
Leonardo Leite
O Fruto da Igreja
A Igreja enquanto Corpo Místico de Cristo é constituída por membros de todo o mundo, de todas as línguas, culturas e diversas denominações eclesiásticas. Muitas vezes, confundimos “Igreja” com a instituição humana, ou com o espaço reservado para a congregação dos santos. Fazemos parte de uma grande Igreja invisível, quando através da remissão de nossos pecados confessados diante de Cristo e dos homens somos unidos em comunhão por amor.
"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança." Gálatas 5:22
O Espírito Santo é o consolador da Igreja, é o agente da transformação, por intermédio dele experimentamos a santificação, quando refletir a glória de Deus, buscando comunhão com ele. “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”
2 Coríntios 3:18
"E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição." Colossenses 3:14
O Amor é o vínculo da perfeição, ou seja não existe o segundo sem o primeiro. A igreja deve buscar o amor. Você e eu, devemos ter o amor como causa de todas as nossas ações, decisões e intenções. O amor é a verdadeira semente que devemos plantar, não existe igreja sem amor, não existe Evangelho sem amor.
"Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós."
1 Tessalonicenses 1:5
"Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. " Marcos 8:35
Com esta segurança, podemos ter a certeza de que se fazemos parte do Corpo de Cristo devenos dar fruto, um único fruto: o fruto do Espírito.
"(Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade)" Efésios 5:9 ;
Bondade – por que a Igreja tem uma missão social, aconselhadora, consoladora e conciliadora;
Justiça – por que a Igreja tem uma missão ética;
Verdade – por que a Igreja tem uma missão Evangelizadora , profética e conservadora.
A Igreja tem resistido através dos séculos às duras investidas do adversário, o mundo corrupto e corruptor tem assolado as famílias cristãs. Os crentes têm procurado adequarem-se às tendências, jovens têm se perdido, cada vez mais precocemente, em meio às drogas e a prostituição, vemos uma total inversão de valores em nossa sociedade. Nos grandes centros urbanos, as famílias brasileiras têm sido reféns do medo. Precisamos nos inconformar, e nos preparar para os grandes desafios que a Igreja ainda enfrentará, devemos, com urgência, proclamarmos a Palavra de Deus, nos rendermos em verdadeira adoração a Deus e preservarmos a comunhão e a sã doutrina.
Leonardo Leite
"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança." Gálatas 5:22
O Espírito Santo é o consolador da Igreja, é o agente da transformação, por intermédio dele experimentamos a santificação, quando refletir a glória de Deus, buscando comunhão com ele. “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”
2 Coríntios 3:18
"E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição." Colossenses 3:14
O Amor é o vínculo da perfeição, ou seja não existe o segundo sem o primeiro. A igreja deve buscar o amor. Você e eu, devemos ter o amor como causa de todas as nossas ações, decisões e intenções. O amor é a verdadeira semente que devemos plantar, não existe igreja sem amor, não existe Evangelho sem amor.
"Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós."
1 Tessalonicenses 1:5
"Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. " Marcos 8:35
Com esta segurança, podemos ter a certeza de que se fazemos parte do Corpo de Cristo devenos dar fruto, um único fruto: o fruto do Espírito.
"(Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade)" Efésios 5:9 ;
Bondade – por que a Igreja tem uma missão social, aconselhadora, consoladora e conciliadora;
Justiça – por que a Igreja tem uma missão ética;
Verdade – por que a Igreja tem uma missão Evangelizadora , profética e conservadora.
A Igreja tem resistido através dos séculos às duras investidas do adversário, o mundo corrupto e corruptor tem assolado as famílias cristãs. Os crentes têm procurado adequarem-se às tendências, jovens têm se perdido, cada vez mais precocemente, em meio às drogas e a prostituição, vemos uma total inversão de valores em nossa sociedade. Nos grandes centros urbanos, as famílias brasileiras têm sido reféns do medo. Precisamos nos inconformar, e nos preparar para os grandes desafios que a Igreja ainda enfrentará, devemos, com urgência, proclamarmos a Palavra de Deus, nos rendermos em verdadeira adoração a Deus e preservarmos a comunhão e a sã doutrina.
Leonardo Leite
Apostasia da Indiferença
A igreja cristã está doente. A doença tem se alastrado entre os membros como um câncer maligno impregnado nos ossos e inflamando a pele. O nome da doença: Apostasia da Indiferença. Os sintomas são bem característicos – mornidão espiritual, descaso com as necessidades do próximo, apatia pelas almas incrédulas e um total relaxamento das questões morais.
Sem sombra de vaidade ou pretensão, acredito que este tema ainda vai ser bastante explorado em nosso meio evangélico, pois precisamos confrontar-nos com esta realidade. É preciso ouvir a voz profética. Se tal doença é uma realidade em nossa própria casa, em nossa congregação, mais danosa ela se torna quando alcança a liderança das igrejas evangélicas. Um líder indiferente não reage ante a carência espiritual do povo, mas entra em pânico ao perceber a evasão de renda.
Percebemos a mornidão espiritual (Apocalipse 3: 16) como parte integrante da síndrome que flagela o evangelicalismo brasileiro, mesmo entre as igrejas ditas “pentecostais”. Entristece-me muito quando não vejo comoção diante do anúncio da iminente segunda vinda do Senhor. A maioria de nossas igrejas promove “avivamentos” os quais consistem em movimentos súbitos e passageiros de puro emocionalismo místico, sem base bíblica.
A igreja não deixa de ter um importante papel social e não pode ser confundida como balcão de atendimento assistencialista (Mateus 25: 42-46). No entanto, o que vemos é o seguinte: Nós evangélicos não ajudamos os necessitados domésticos e quando tentamos suprir alguma necessidade básica do ser humano, nossos esforços são direcionados para atrair novos prosélitos. Quando fazemos qualquer coisa para atrairmos pessoas para o Reino de Deus que não seja através da pregação bíblica, estamos fadados ao exercício de um evangelismo pragmático.
A missão alvissareira de transmitir a mensagem do evangelho não se resume na visão tradicional da distribuição de panfletos de casa em casa, nas campanhas ao ar livre, nas grandes cruzadas evangelísticas, outrossim, compreende o singelo convite ao amigo, uma palavra de ânimo, um sábio conselho e um testemunho sincero da legítima conversão. Devemos constantemente exalar o suave perfume de Cristo, sermos diferentes para fazermos a diferença (2 Coríntios 2: 15).
Alguns cristãos têm vida dupla, assumem um comportamento na comunidade cristã diferente do que se vê na privacidade do lar (Mateus 23: 28). Outros nem sequer se preocupam em “manter as aparências” revelam-se invejosos, caluniadores e sedentos por poder e reconhecimento. O relaxamento moral é generalizado. Furar fila, fazer ligação elétrica clandestina, oferecer suborno, sonegar impostos, inadimplir voluntariamente, valer-se de função pública para benefício próprio: tudo isso faz parte do modus vivendi da grande multidão de cristãos nominais que nos avizinham nos assentos de nossas congregações.
Para onde iremos? Quais os rumos da igreja evangélica brasileira? Fazemos parte de um remanescente, ou também fomos atingidos pela apostasia da indiferença? É fácil encontrar a resposta, basta observamos o efeito dessa verdade em nossas vidas. Deixamos pra lá? Isso não acontece na minha igreja! Precisamos nos erguer contra este mal, coibindo-o de forma tal que não se estabeleça, de forma definitiva, em nossas vidas.
Pela Graça e Conhecimento de Nosso Senhor Jesus
Ir. Leonardo Leite
Sem sombra de vaidade ou pretensão, acredito que este tema ainda vai ser bastante explorado em nosso meio evangélico, pois precisamos confrontar-nos com esta realidade. É preciso ouvir a voz profética. Se tal doença é uma realidade em nossa própria casa, em nossa congregação, mais danosa ela se torna quando alcança a liderança das igrejas evangélicas. Um líder indiferente não reage ante a carência espiritual do povo, mas entra em pânico ao perceber a evasão de renda.
Percebemos a mornidão espiritual (Apocalipse 3: 16) como parte integrante da síndrome que flagela o evangelicalismo brasileiro, mesmo entre as igrejas ditas “pentecostais”. Entristece-me muito quando não vejo comoção diante do anúncio da iminente segunda vinda do Senhor. A maioria de nossas igrejas promove “avivamentos” os quais consistem em movimentos súbitos e passageiros de puro emocionalismo místico, sem base bíblica.
A igreja não deixa de ter um importante papel social e não pode ser confundida como balcão de atendimento assistencialista (Mateus 25: 42-46). No entanto, o que vemos é o seguinte: Nós evangélicos não ajudamos os necessitados domésticos e quando tentamos suprir alguma necessidade básica do ser humano, nossos esforços são direcionados para atrair novos prosélitos. Quando fazemos qualquer coisa para atrairmos pessoas para o Reino de Deus que não seja através da pregação bíblica, estamos fadados ao exercício de um evangelismo pragmático.
A missão alvissareira de transmitir a mensagem do evangelho não se resume na visão tradicional da distribuição de panfletos de casa em casa, nas campanhas ao ar livre, nas grandes cruzadas evangelísticas, outrossim, compreende o singelo convite ao amigo, uma palavra de ânimo, um sábio conselho e um testemunho sincero da legítima conversão. Devemos constantemente exalar o suave perfume de Cristo, sermos diferentes para fazermos a diferença (2 Coríntios 2: 15).
Alguns cristãos têm vida dupla, assumem um comportamento na comunidade cristã diferente do que se vê na privacidade do lar (Mateus 23: 28). Outros nem sequer se preocupam em “manter as aparências” revelam-se invejosos, caluniadores e sedentos por poder e reconhecimento. O relaxamento moral é generalizado. Furar fila, fazer ligação elétrica clandestina, oferecer suborno, sonegar impostos, inadimplir voluntariamente, valer-se de função pública para benefício próprio: tudo isso faz parte do modus vivendi da grande multidão de cristãos nominais que nos avizinham nos assentos de nossas congregações.
Para onde iremos? Quais os rumos da igreja evangélica brasileira? Fazemos parte de um remanescente, ou também fomos atingidos pela apostasia da indiferença? É fácil encontrar a resposta, basta observamos o efeito dessa verdade em nossas vidas. Deixamos pra lá? Isso não acontece na minha igreja! Precisamos nos erguer contra este mal, coibindo-o de forma tal que não se estabeleça, de forma definitiva, em nossas vidas.
Pela Graça e Conhecimento de Nosso Senhor Jesus
Ir. Leonardo Leite
O Evangelho da Satisfação Pessoal e a Superficialidade Religiosa
Tem sido um grande desafio para a liderança da igreja evangélica atual, lidar com os conflitos interpessoais que minam o convívio cristão pacífico. A luta pelo poder atropela a verdadeira vocação ministerial, alguns membros da igreja querem estar em evidência, mas não querem arcar com o compromisso do verdadeiro chamado divino. Os voluntários para a Obra de Deus engrossam as fileiras em busca de reconhecimento temporal e divino, alguns saem de suas casas para evangelismos e outras atividades, com a vã esperança de prestarem indulgências a Deus e ao seu Pastor. O cenário revala-se perturbador: se por um lado temos aqueles que aderiram ao movimento velado do evangelho da satisfação pessoal, por outro, temos uma multidão de pessoas indiferentes a causa do Reino de Deus, embotados pela superficialidade religiosa.
O desejo pelo ministério é legítimo.
“Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o ministério, excelente obra deseja.” 1 Timóteo 3:1.
Devemos, no entanto, sermos vigilantes quanto às motivações que nos leva a desejar tamanha responsabilidade, e termos a plena consciência de que todos fomos chamados para um ministério (Mt 28:19; Mc 16:15; 1 Ts 5:11). A fidelidade de Deus está em Ele cumprir a Sua promessa, a qual só poderemos honrá-la, dedicando nossas vidas ao Senhor e a sua obra.
Não podemos reduzir a importância da Obra de Deus para a adequarmos às nossas necessidades pessoais, para tomarmos a cabo tamanha missão, precisamos examinar nossas motivações à luz da Palavra de Deus e sob o princípio do amor, verdadeiramente altruísta, que rejeite qualquer necessidade de satisfação pessoal. Mas seria errado nos sentirmos satisfeitos por nossa participação na Obra de Deus? Seria egocentrismo, ou egoísmo esperarmos reconhecimento de nossa liderança? Creio que não, entretanto quando depositamos, totalmente, nossa alegria em servir a Deus, na sensação de prazer provocada por elogios e destaque social, caminhamos para o abismo do evangelho da satisfação pessoal.
A Superficialidade Religiosa, tal qual o Evangelho da Satisfação Pessoal têm em sua essência o vácuo deixado por Cristo, não que Jesus tenha deixado este vácuo por sua iniciativa, mas pela falta de devoção dos praticantes de um cristianismo frio e egocêntrico os quais deixaram de reconhecer a soberania do Senhor em suas vidas.
“Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” Filipenses 2:1-3
Esta comunhão no Espírito é que a Igreja precisa buscar nestes tempos trabalhosos. Não permitamos que nossas experiências com Deus limitem-se a “assistirmos” aos cultos e, esporadicamente, “participarmos” deste ou daquele evento de impacto social, o Senhor espera mais de nós, e aguarda que venhamos a sua presença de forma mais profunda.
Quando nosso relacionamento com Deus se aprofunda, à medida que nos permitimos um contato mais íntimo e pessoal com ele, através da oração e da meditação da Palavra, sentimos a necessidade, em Cristo, de participarmos mais ativamente da obra na Casa de Deus, de contribuirmos mais para as missões, de freqüentarmos, com mais assiduidade, as escolas bíblicas e seminários teológicos, em suma: passamos a rejeitar a idéia de posicionar nossas necessidades pessoais ao centro de nossas vidas e passamos a desenvolver uma cosmovisão cristocêntrica confiando no poder do Salvador que nos conduzirá a uma profunda comunhão com Deus.
Pela Graça e Conhecimento de Nosso Senhor Jesus
Ir. Leonardo Leite
O desejo pelo ministério é legítimo.
“Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o ministério, excelente obra deseja.” 1 Timóteo 3:1.
Devemos, no entanto, sermos vigilantes quanto às motivações que nos leva a desejar tamanha responsabilidade, e termos a plena consciência de que todos fomos chamados para um ministério (Mt 28:19; Mc 16:15; 1 Ts 5:11). A fidelidade de Deus está em Ele cumprir a Sua promessa, a qual só poderemos honrá-la, dedicando nossas vidas ao Senhor e a sua obra.
Não podemos reduzir a importância da Obra de Deus para a adequarmos às nossas necessidades pessoais, para tomarmos a cabo tamanha missão, precisamos examinar nossas motivações à luz da Palavra de Deus e sob o princípio do amor, verdadeiramente altruísta, que rejeite qualquer necessidade de satisfação pessoal. Mas seria errado nos sentirmos satisfeitos por nossa participação na Obra de Deus? Seria egocentrismo, ou egoísmo esperarmos reconhecimento de nossa liderança? Creio que não, entretanto quando depositamos, totalmente, nossa alegria em servir a Deus, na sensação de prazer provocada por elogios e destaque social, caminhamos para o abismo do evangelho da satisfação pessoal.
A Superficialidade Religiosa, tal qual o Evangelho da Satisfação Pessoal têm em sua essência o vácuo deixado por Cristo, não que Jesus tenha deixado este vácuo por sua iniciativa, mas pela falta de devoção dos praticantes de um cristianismo frio e egocêntrico os quais deixaram de reconhecer a soberania do Senhor em suas vidas.
“Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” Filipenses 2:1-3
Esta comunhão no Espírito é que a Igreja precisa buscar nestes tempos trabalhosos. Não permitamos que nossas experiências com Deus limitem-se a “assistirmos” aos cultos e, esporadicamente, “participarmos” deste ou daquele evento de impacto social, o Senhor espera mais de nós, e aguarda que venhamos a sua presença de forma mais profunda.
Quando nosso relacionamento com Deus se aprofunda, à medida que nos permitimos um contato mais íntimo e pessoal com ele, através da oração e da meditação da Palavra, sentimos a necessidade, em Cristo, de participarmos mais ativamente da obra na Casa de Deus, de contribuirmos mais para as missões, de freqüentarmos, com mais assiduidade, as escolas bíblicas e seminários teológicos, em suma: passamos a rejeitar a idéia de posicionar nossas necessidades pessoais ao centro de nossas vidas e passamos a desenvolver uma cosmovisão cristocêntrica confiando no poder do Salvador que nos conduzirá a uma profunda comunhão com Deus.
Pela Graça e Conhecimento de Nosso Senhor Jesus
Ir. Leonardo Leite
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